Expansão do Microcrédito pelas pequenas cidades

25/08/2010
Canela recebe empresa de microcrédito para pequeno empreendedor

Prepara–se para abrir suas portas em Canela a Juriti Microfinanças – Associação de Crédito ao Microempreendedor –, empresa que atua na criação de uma estrutura de operação micro–financeira, visando oferecer produtos convenientes à população empreendedora que possui acesso restrito ao sistema financeiro tradicional. A empresa opera nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A Juriti Microfinanças iniciou sua operação na região na cidade de Bento Gonçalves, em parceria com a empresa Movelpar. Entretanto, para poder atender a demanda crescente de clientes, decidiu–se por um local próprio em Canela, buscando atender também cidades como Gramado, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula, além de continuar com o atendimento em Bento Gonçalves. “A empresa optou por Canela por ser uma cidade com grande potencial de crescimento”, destaca o Secretário de Desenvolvimento Econômico Luciano Melo, que se reuniu com a diretoria da Juriti, no último dia 24. Estiveram presentes o presidente Diether Werninghaus, os diretores Mário Livramento e Altemar Araújo, e o coordenador da agência de Canela Rodrigo Ribeiro.

A diretoria apresentou à Prefeitura de Canela a proposta da empresa: atendimento personalizado junto aos clientes que atuam em micro e pequenos negócios, através da aplicação de microcrédito. A Juriti financia mercadorias, matérias primas, maquinários, veículos, melhorias ou ampliações no local de trabalho para microempreendedores. A previsão é de que no mês de setembro a empresa dê início as suas atividades. Em Canela, a agência está localizada na Av. Júlio de Castilhos, 399, sala 6, telefone 32821361.

Fonte: http://www.canela.rs.gov.br/site2009/site/content/noticia/index.php?id=595

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Pequenas empresas contrataram metade da mão de obra e responderam por 20% do PIB

31/08/2010 – 11h52

THAIS BILENKY
DE BRASÍLIA

As micro e pequenas empresas contrataram 52,3% da mão de obra formal do país, mas responderam apenas por 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, de acordo com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). A base de dados do Anuário divulgado nesta terça-feira é de 2008 e foi feita em conjunto com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

Em países europeus, a proporção é outra. As micro e pequenas empresas alemãs empregam 41% dos trabalhadores com carteira assinada, mas produzem 33% da riqueza nacional.

Os pequenos negócios estão se concentrando cada vez mais no interior do Brasil. 64,9% dos funcionários estão longe das capitais, diz o estudo. Se no Brasil, a maioria trabalha com comércio e serviço, na França, as pequenas vinícolas explicam a participação em 39% do PIB, afirma Leonardo Mattar, analista de gestão estratégica do Sebrae. 45% dos trabalhadores formais franceses estão nos pequenos negócios.

O Sebrae informa que dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil, 99,2% (mais de 5,7 milhões) são empresas de micro e pequeno porte. Os 13,1 milhões de empregados nessas empresas correspondem a 52,3% das carteiras assinadas do país, que somam no total 24,9 milhões. O Sebrae leva em conta apenas trabalhadores com carteira assinada.

Na Itália, 68% da mão de obra se concentra em micro e pequena empresa e responde por 55% do PIB. No Reino Unido, os 39% dos trabalhadores formais estão em pequenos negócios e produzem 34% da riqueza nacional. O Sebrae usou dados do Sba Factory Sheet da Comunidade Europeia de 2009.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/791583-pequenas-empresas-contrataram-metade-da-mao-de-obra-e-responderam-por-20-do-pib.shtml

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Capacitação para Tomadores de Microcrédito será realizada dia 1º em Alta Floresta

sábado, 28 de agosto de 2010

Lindomar Leal
Assessoria de Comunicação
Prefeitura de Alta Floresta

Pela segunda vez este ano acontecerá no município de Alta Floresta a Capacitação para Tomadores de Microcrédito. O objetivo é preparar pequenos empreendedores que visam ter acesso aos recursos disponibilizados pelo Programa Microcrédito. A capacitação acontecerá na próxima quarta-feira, 01/09, na Escola Técnica Estadual (antigo Ceprotec), das 07:00 às 17:00 horas, com intervalo para o almoço.

Até a última quarta-feira, 87 pessoas haviam confirmado a participação nesta capacitação. A agente de crédito, Rosely Godoy, espera um público de aproximadamente 100 pessoas. Ela explica que esta deverá ser a última oportunidade para ter acesso aos recursos do microcrédito este ano.

Aquelas pessoas que têm interesse em fazer a Capacitação para Tomadores de Crédito devem procurar a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, localizada na Praça da Cultura, no horário de expediente, das 07:00 às 11:00 horas e das 13:00 às 17:00 horas. “Quem tem interesse em ter acesso ao microcrédito deve passar por esta capacitação que terá oito horas de duração”, frisou Rosely Godoy ao ressaltar que a capacitação é válida por dois ano

As pessoas que participarem desta capacitação poderão, também participar nos dias 08 e 09 do segundo Comitê de Crédito, que será realizado na própria secretaria.

Somente no mês de maio, após a realização da primeira Capacitação para Tomadores de Microcrédito, foram liberados recursos para 22 pequenos empreendedores.

O PROJETO – O Microcrédito é um Projeto de geração de emprego e renda, do Governo de Mato Grosso, desenvolvido pela Secretaria de Trabalho Emprego, Cidadania e Assistência Social destinado a oferecer oportunidade de crédito a empreendedores de baixa renda que tenham habilidade e experiência de trabalho e que queiram iniciar ou ampliar seu próprio negócio.

Para ter acesso ao financiamento do Programa Microcrédito a pessoa deve ter acima de 18 anos, ter renda inferior ou igual a três salários mínimos, estar com a atividade comercial em andamento, mesmo que seja na própria residência e não ter restrições cadastrais junto ao SERASA e SPC.

O Microcrédito libera até R$ 1.500,00. Esse valor pode ser parcelado em até 12 meses com carência de até 3 meses para o pagamento da primeira parcela e juro zero. Após a conclusão do pagamento de um financiamento a pessoa poderá pleitear outro crédito.

O recurso vem do FEAT – Fundo Estadual de Amparo ao Trabalhador, e possibilita financiar máquinas, equipamentos, ferramentas, (novos e usados), matéria prima, mercadorias para revendas e bens destinados a produção, prestação de serviços e comercialização.

O projeto não financia motocicletas, veículos automotores, bebidas alcoólicas, cigarros, materiais para construção, armas de fogo, mercadorias ilícitas ou pirateadas e demais bens reprovados pelo Comitê de Crédito Estadual.

Fonte: http://gazetadonortao.blogspot.com/2010/08/capacitacao-para-tomadores-de.html

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Construindo a história do microcrédito no Brasil

A seguir, publico uma matéria do jornal Valor Econômico, de novembro de 2006. É uma reportagem sobre o papel do BNDES no desenvolvimento da indústria do microcrédito no Brasil.

O texto ganha importância não apenas pelo registro dos momentos históricos que o setor vivenciou no país, mas no momento atual também, uma vez que o BNDES está sendo atacado quase diariamente por um setor da imprensa por estar cumprindo, desde a crise internacional que eclodiu com a quebra dos bancos americanos, em outubro de 2008.

O governo brasileiro reagiu prontamente, utilizando-se do BNDES para suprir o mercado com o crédito que se reprimiu por completo no setor privado e nos anos seguintes injetou R$ 180 bilhões no banco de desenvolvimento, garantindo a continuidade dos projetos de expansão da economia brasileira.

BNDES expande microcrédito e procura fortalecer distribuição

BNDES expande microcrédito e procura fortalecer distribuição

Vera Saavedra Durão
22/11/2006

O BNDES prevê desembolsar até o final do ano R$ 41 milhões para o microcrédito. É a maior quantia liberada pelo banco para essa finalidade desde que foi criado, informou ao Valor o diretor da área social da instituição de fomento, Élvio Gaspar. Em 2003, o banco não emprestou nada para o microcrédito, vindo a fazê-lo a partir de 2004, quando reavaliou critérios para esse tipo de operação.

Daqui para a frente, a idéia do BNDES é passar a atuar como repassador de “terceiro piso” para agentes de microcrédito que trabalhem com instituições que tenham acesso a redes pulverizadas de pequenos tomadores. No “terceiro piso”, o banco repassa os recursos para instituições que os distribuem por uma rede pulverizada de agentes, antes de o dinheiro chegar ao tomador final. Hoje, o banco atua como repassador de “segundo piso” (para instituições que fazem o contato direto com o tomador final). O assunto está em discussão no governo federal.

Dentro dessa nova política em gestação, a área social do banco vai começar ainda este mês a credenciar cooperativas centrais de crédito como agentes de microcrédito. Atualmente, apenas três, de um universo de 39 cooperativas de crédito, estão credenciadas junto ao banco: Cresol, Cresol Baser e a Bansicredi.

Gaspar considera essas instituições mais robustas e sólidas que as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). E estão mais aptas a se credenciarem como agentes, já que o banco tornou mais rígidas as normas de credenciamento para evitar inadimplência e desvio desses recursos.

Agora, o agente de microcrédito tem de ser capaz de tomar no mínimo R$ 1 milhão no BNDES e passar em média R$ 1 mil para o tomador final. Também tem que apresentar um exigível sobre seu patrimônio líquido (PL) de até três, ou seja, se o PL dele tem de ser de R$ 333 mil, se não tiver nenhuma dívida. O custo do dinheiro que o BNDES repassa o microcrédito é de de TJLP mais 1,5% ou 8,35% ao ano para Oscips. Para cooperativas centrais de crédito (de segundo piso) será cobrada TJLP pura, sem juro. O custo para o tomador final é de até 4% ao ano, como define o conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O diretor adiantou que a área social está preparada para ampliar o credenciamento a novos agentes. Além de elevar o limite mínimo de recursos a ser tomado, seus técnicos desenvolveram critérios próprios para credenciar os agentes de microcrédito, chegando a criar um “rating social” para eles.

As notas de risco dos agentes do microcrédito são fixadas com base num casamento da metodologia de risco tradicional definida pela área financeira do BNDES com base em regras do Banco Central (notas de A a H) e mais o risco específico derivado da qualidade da gestão da carteira de microcrédito.

Se conseguir o “sinal verde” do governo para atuar como repassador de terceiro piso, o BNDES pretende acelerar no microcrédito, avisou Gaspar. Segundo ele, a área social já ranqueou o sistema de agentes potenciais que poderiam contar com recursos do banco. “Existem pelo menos 750 agentes potenciais. Além das cooperativas centrais, há cooperativas singulares (rurais, patronais, de profissionais liberais, dentre outras).”

Para Gaspar, o problema é que o BNDES não tem pernas para pulverizar suas ações, como os bancos que têm agências. Por isso, está discutindo qual seu papel no microcrédito e defendendo ser tomador de terceiro piso, que vai lhe garantir mais capilaridade para distribuir recursos.

Na sua avaliação, já existem duas instituições financeiras oficiais que vêm atuando muito bem na indústria de microfinanças. A Caixa Econômica Federal “está conseguindo resolver o microcrédito não produtivo, voltado para pessoa física, ou o chamado ”empresta para quem precisa”. O BNB (Banco do Nordeste) é o grande banco do microcrédito produtivo. O banco faz o crédito amigo e é disparado o maior, inclusive em volume liberado para esta finalidade. Se a gente [BNDES] tem R$ 59 milhões contratados de microcrédito, o BNB tem R$ 200 milhões”, disse.

Nesse universo, ele considera que o BNDES tem um papel muito importante. “Nossa virtude está muito muito mais em fortalecer a indústria de microfinanças, suprir fundos para esta indústria, do que ser um operador na ponta”.

Gaspar prevê que, se conseguir pulverizar a distribuição de seus recursos junto aos agentes, os R$ 41 milhões a serem desembolsados este ano poderão gerar 800 mil novos negócios e 1,4 milhão de empregos novos e mantidos. Para 2007, a perspectiva do BNDES é destinar mais R$ 41 milhões ao microcrédito. Até outubro, a carteira do banco somou R$ 84 milhões, sendo R$ 59 milhões aprovados e contratados e R$ 25 milhões em análise e enquadrados.

Jornal Valor: 22/11/06

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AFAL divulga resultado de organizações contempladas com microcrédito

As organizações selecionadas vão receber recursos provenientes do FECOEP

AFAL divulga resultado de organizações contempladas com  microcrédito

Diretor da Afal destaca a importância da ação para fortalecer a economia alagoana – Foto: Ascom AFAL

A Agência de Fomento de Alagoas (AFAL) concluiu a seleção das instituições que participaram da chamada pública para receber apoio financeiro proveniente do Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza (FECOEP), na ordem de R$ 7 mi, destinados ao financiamento de pequenos e microempresários. As propostas foram selecionadas por meio de Edital, lançado no dia 14 de junho pela AFAL. Das 10 instituições que enviaram propostas 6 foram selecionadas.

A Coordenadora de Microfinanças da AFAL, Catalina Velásques explicou que as propostas passaram por uma rigorosa análise técnica e jurídica com relação à parte documental e de atuação de cada instituição. “Os trabalhos, para a seleção das instituições, foram realizados por uma comissão formada pela Afal e consultores especialistas em finanças”, disse a coordenadora.

As instituições selecionadas para receberem os recursos foram três Oscips – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Social das Cooperativas: Banco Cidadão, Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (ANDE) e Fundo para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (FUNDAF); e três cooperativas de crédito: Cooperativa de Crédito Rural do Sertão Alagoano (Cocreal), Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Alagoano (Cooperagre) e Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Central Alagoano (Coopcral).

O próximo passo será a assinatura do convênio, no dia 27 de agosto, entre a Afal e a instituições selecionadas.  Todas as instituições estão reguladas pelo Banco Central. As instituições, na modalidade cooperativa de crédito, que não estão registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) têm prazo de 90 dias, após a assinatura do contrato, para que apresentem o registro sob pena de rescisão de contrato e devolução dos valores já repassados.

O diretor de Desenvolvimento e Projetos da AFAL, Fábio Leão, reforçou que apesar do edital ter sido divulgado antes da enchente do dia 18 de junho, “a orientação da Agência é para que, as instituições contempladas trabalhem prioritariamente com os micro empreendedores que precisam reerguer seus negócios, a partir de uma linha compatível com suas necessidades, e sem a exigência dos bancos convencionais”.

Com os recursos liberados, as instituições que operam com microcrédito passam a ser parceiras da Afal e os recursos serão destinados para a formação de funding, ou seja, para a capitalização das instituições e também para o desenvolvimento institucional (PDI), que visa fomentar o setor administrativo das instituições de microcrédito. O programa tem como principal vantagem para as Instituições de Microfinanças (IMFs) juros mais baixos dos que os oferecidos pelo mercado – em torno de 0,5% – para investir e adquirir capital de giro

“Com a formalização dos contratos nossa meta é a ampliação da economia alagoana, possibilitando a partir do apoio a instituições de microcrédito, a geração de maior circulação de dinheiro, uma vez que essas instituições são representantes da Afal junto a empreendedores espalhados em todo o Estado”, ressaltou Fábio Leão.

Segundo Fábio, a meta da Afal é que, a partir deste empréstimo, o microempreendedor, seja ele o marceneiro do bairro, ou o vendedor de churrasquinho e de caldo de cana, possa crescer e construir um Plano de Negócios, e, no caso dos informais, tornar-se um microempreendedor individual com maiores vantagens e condições de evolução.

Os recursos a serem aplicados nas instituições selecionadas são originários do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP), aprovado pelo Conselho Consultivo do Fecoep e inserido na Lei do Orçamento anual de 2010 do Estado de Alagoas. As instituições selecionadas, bem como os valores a serem repassados para cada proposta, serão divulgados esta semana no Diário Oficial do Estado, e também estará disponível no site da Afal. (www.afal.com.br)

Fonte: http://blog.planejamento.al.gov.br/?p=395

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O Desafio do Microcrédito

O artigo abaixo foi escrito pelo José Cosme de Melo, do Bemcred. Foi publicado originalmente no Blog do Oscar. Decidi reproduzí-lo para ouvir as vozes do microcrédito dos vários Estados brasileiros.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Passado o tempo em que a discussão era a de ofertar ou não o crédito ao empreendedor informal, nos deparamos com um novo desafio: o de encontrar operadores para trabalhar com os recursos destinados a ele. O governo brasileiro tem em média R$ 1 bilhão para oferecer ao setor do microcrédito produtivo orientado decorrente da aplicação de 2% sobre os depósitos compulsórios dos bancos comerciais e outro R$ 1 bilhão dentro do Programa de Microcrédito do BNDES.

Entretanto, grande parte desse valor não chega aos empreendedores individuais, àqueles menos estruturados que necessitam desse capital para desenvolver seu negócio, crescer, se formalizar, aumentar sua margem de lucro e assim ampliar a geração de emprego e renda. Para o empreendedor de qualquer idade iniciar o seu negócio próprio, praticamente não é destinado nenhum crédito.

Ainda não temos organizações suficientes e interessadas em operar esse volume de crédito no Brasil. Não há vontade dos grandes bancos, salvo honrosas tímidas iniciativas, em se preparar para a sua aplicação no mercado, uma vez que essa é uma operação considerada cara e trabalhosa.

Todavia, é necessário encarar que à medida que o mercado que está no pico da pirâmide, onde estão concentradas estruturas com maior poder econômico, vai ficando mais competitivo, as instituições financeiras e organizações afins vão se obrigando a descer para trabalhar com a sua base. Isso já vem ocorrendo.

A sociedade já avançou bastante nesta questão de financiar também o informal, pois entendeu que à medida que um empreendedor vai crescendo, ele se obriga a formalizar seu negócio, tendo em vista o seu progresso, o aumento da lucratividade e da sua competitividade.

Há um conjunto de fatores que fazem com que o empreendedor fique na informalidade por mais tempo. Mas quem oferece microcrédito não entra nesse mérito. Há uma consciência de que o próprio empreendedor sabe o momento certo para se formalizar e que se esse processo for acelerado, indevidamente ele certamente ocasionará mais riscos para o empreendimento. No momento em que um empreendedor começa a prestar serviço para uma grande empresa ou órgãos governamentais, ele naturalmente busca a formalização.

A grande dificuldade, hoje, é ter microcrédito em larga escala. O governo já criou vários mecanismos de estímulos, utiliza parte do depósito de compulsórios para aplicar em microcrédito, mas, as instituições financeiras teimam em não operar neste setor. Seja porque não dominam ou porque não querem dominar a sua metodologia.

A maior experiência do microcrédito no Brasil é operada pelo BNB, através do CREDIAMIGO, porém até o momento não atingiu ainda 5% do mercado potencial do microcrédito, que segundo estimativas do SEBRAE atinge a 25 milhões de empreendedores.

Os grandes bancos têm foco apenas em negócios mais estruturados. A atividade bancária brasileira é uma das mais estruturadas e sofisticadas; atua muito com a automação, enquanto o microcrédito se baseia em especial no relacionamento pessoal.

A metodologia do microcrédito pede que se avalie bem o cliente, que se aplique um levantamento socioeconômico, verifique se o empreendedor foi bem transparente ao fornecer os dados do seu negócio, se houve receptividade na visita do agente de crédito.

O agente de crédito também verifica se o empreendedor investiu o capital naquilo que planejou e informou ao solicitar o empréstimo. É um processo que gera cumplicidade e ao mesmo tempo uma certa autoridade ao agente para que ele possa cobrar, se necessário for, o resgate do crédito. De outro lado, o empreendedor percebe que a instituição apostou nele, estimulando-o a conduzir o seu projeto e a arcar com os compromissos financeiros.

O que percebemos hoje é que os bancos ditos oficiais conseguem descer um pouco mais os degraus na escala dos mais necessitados, porém ainda não ao ponto de chegar ao negócio informal. É preciso ter diversas estruturas envolvidas com o microcrédito e de forma integrada, para que ele chegue realmente a quem mais precisa e em larga escala.

O microcrédito é muito significativo em sua missão, mas possui uma fatia pouco significativa no mercado, mesmo sendo o combustível para a iniciativa empreendedora. Mesmo se estruturando lentamente, e com muita dificuldade, a missão do microcrédito é de fundamental importância para ajudar no sucesso dos empreendedores, tanto no tempo de crise quanto no tempo de crescimento econômico.

Créditos: JOSÉ COSME DE MELO FILHO, Presidente do BEMCRED. www.bemcred.com.br

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Microcrédito se expande nas pequenas cidades

Banco da Gente firma parceria com prefeitura de Bodoquena

O objetivo é estabelecer bases de cooperação técnica e estrutural de recursos financeiros e assim, por meio do Programa de Microcrédito do Banco da Gente.
Nesta terça-feira (24), o Banco da Gente assina o termo de parceria com a prefeitura de Bodoquena, para oferecer a população regional os atendimentos das linhas de crédito da instituição. A finalidade do termo é facilitar o crescimento e consolidar os empreendimentos de pequeno porte, formais ou informais, às pessoas que não tenham acesso ao sistema bancário tradicional.

O objetivo é estabelecer bases de cooperação técnica e estrutural de recursos financeiros e assim, por meio do Programa de Microcrédito do Banco da Gente promover o desenvolvimento econômico e social. Além, de fornecer empréstimos que possibilitem o melhoramento da capacidade gerencial e produtiva dos microempreendedores.

Em contrapartida, a prefeitura de Bodoquena vai oferecer o local para a base das consultas e será deslocado do município de Aquidauana um agente do banco que irá pelos menos duas vezes por semana para realizar os atendimentos.

Para Álvaro Cardoso de Ávila, diretor presidente do banco, essa parceria vai facilitar o desenvolvimento local e a proposta é oferecer aos microempreendedores de todas as regiões do Estado o acesso as linhas de crédito da instituição. “Queremos possibilitar a todas às pessoas que queiram obter um financiamento, oferecer todo o suporte e orientação, nossa meta é beneficiar todos os municípios do Estado”, afirma.

Linhas de crédito:

O banco de fomento é ligado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) e trabalha com três principais linhas de crédito:

Capital de Giro: O valor é utilizado para aquisição de mercadorias ou revenda de matérias primas. Para o empreendedor informal, o valor máximo de empréstimo é R$ 3 mil e o prazo mínimo são de 15 meses sem carência. Já para o empreendedor formal, o valor máximo concedido é de R$ 5 mil e o prazo também é de 15 meses, sem carência.

Investimento Fixo: Valor utilizado para a aquisição de máquinas ou para a construção e expansão física do negócio. Para o empreendedor informal, o valor máximo é de R$ 5 mil, e o prazo é de 24 meses, com até três meses de carência. Já para o empreendedor formal são concedidos até R$ 8 mil, com prazo de três meses de carência

Investimento Misto: Crédito misto, sendo parte do capital de giro e outra parte do investimento fixo. Para o empreendedor informal, o valor é de até R$ 6 mil, tendo como prazo máximo 24 meses. Já para o empreendedor formal, o valor é de R$ 10 mil, com prazo de 24 meses.

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BNDES destina R$ 3 milhões para microcrédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto Palmas de Desenvolvimento e Socioeconomia Solidária assinaram um contrato para o repasse de R$ 3 milhões para operações de microcrédito com pessoas físicas e jurídicas empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte. As operações serão realizadas por meio da rede de bancos comunitários no Brasil, sob responsabilidade do Instituto Palmas. A operacionalização será como de 1º piso. Dessa forma, os bancos comunitários selecionarão os tomadores de microcrédito e informarão ao Instituto, que será o contratante com os microempreendedores.

O projeto visa atender também os cerca de 100 novos bancos que serão criados por meio de edital lançado em maio último pela Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Programa Nacional de Segurança e Cidadania (PRONASCI), do Ministério da Justiça.

Os bancos comunitários localizam-se em territórios de pobreza e exclusão financeira, tais como comunidades quilombolas, assentamentos, áreas indígenas, distritos isolados no semiárido nordestino e periferias urbanas. Atualmente, existem 51 dessas instituições no País, em nove Estados, formando a Rede Brasileira de Bancos Comunitários.

Quanto ao Instituto Palmas, foi criado em 2003, pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, em Fortaleza (CE). Trata-se de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), cuja institucionalidade passou a ser utilizada pelo Banco Palmas, primeiro banco comunitário do Brasil, criado em 1998 pela mesma associação de moradores.

Nos últimos três anos, o Instituto realizou cerca de 3,5 mil operações de crédito, com um volume emprestado próximo a R$ 4,5 milhões. Ao todo, foram beneficiadas 2,5 mil famílias, mantidos oito mil empregos e gerados dois mil novos postos de trabalho.

Fonte: http://www.agenciariodenoticias.com.br/materia_mun.asp?cod=82447&codMunic=110

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Quando a Assessoria de Comunicação erra

Numa organização complexa, é normal que se especializem as atribuições e que o contato com a imprensa e a divulgação das notícias fiquem sob incumbência de uma Assessoria de Comunicação (ASCOM).

É assim que se faz nos Ministérios do Governo Federal. E, por conseguinte, o PNMPO, vinculado ao Ministério do Trabalho, fica subordinado, para divulgar suas informações, à Assessoria de Comunicação (ASCOM) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Obviamente que a Ascom não pode conhecer de todos os assuntos que são tratados por um Ministério, mas em algumas situações o fato de produzir as peças para a divulgação e não julgar necessário revisar causa constrangimentos desnecessários.

A nota publicada para a divulgação do Relatório com os dados do Microcrédito, no primeiro trimestre de 2010, é uma dessas situações.

O texto está repleto de erros: há erro no título, que alude a 2009, quando na verdade os dados se referem a 2010, há erros no texto, mas o mais crasso foi a criação do 4o. semestre do ano: dobraram o ano….!!!

Erros existem, mas não existir nenhuma revisão é um equívoco estrutural.

Segue a nota divulgada:

Programa de microcrédito empresta 30% mais em 2009

No primeiro trimestre de 2010, o PNMPO (Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado) registrou aumento de 31,74% no total de recursos disponibilizados comparado ao mesmo período de 2009, passando de R$ 479.752.458,84, no último ano, para R$ 632.002.575,42, em 2010. Com esse valor, foram realizadas 440.835 operações de microcrédito e atendidos 442.730 clientes em todo Brasil.

Se comparado com o último semestre de 2009, quando foram disponibilizados R$ 671.480.398,38 em microcrédito, o volume total de crédito concedido registrou retração de 0,06%. A média mensal da carteira nesse comparativo também teve pequena queda, passando de R$ 223.826.799,46 no quarto semestre do ano passado para R$ 210.667.525,14 entre janeiro e março.
Em relação aos clientes atendidos no período, 424.276 tinham situação jurídica informal, representando 95,83% dos microempreendedores atendidos. No total, o PNMPO tem 776.511 clientes ativos, sendo que 95,54% desses são informais. No entanto, em relação ao último trimestre de 2010, o número de clientes informais registrou redução de 1,19%, contra aumento de 34,74% no setor formal.

As mulheres continuam sendo maioria entre o público atendido pelo programa. Elas representam 63,72% dos clientes ativos e pegaram 61,68% do valor concedido no primeiro trimestre. Entre os setores, o de Comércio teve 88,01% dos clientes do período e 83,55% do valor concedido, seguido pelo setor de Serviços, com 8,96% dos clientes e 11,27% do valor concedido. A principal destinação dos recursos do microcrédito é para capital de giro, com 80,27% do valor emprestado no período.

Desde que foi criado, em 2005, o PNMPO realizou mais de 6,6 bilhões de operações de microcrédito que representam a concessão de um volume total de crédito acima de R$ 7,2 bilhões em termos nominais.

O Ceará lidera o número de clientes atendidos, com 22,37% do total, e no valor de crédito concedido, com 20,12% entre janeiro e março de 2010. Em seguida vêm os Estados do Maranhão, com 13,86% dos clientes atendidos e 15,37% do total de empréstimos, e Piauí, com 12,47% dos clientes e 10,76% do valor concedido.

Mais informações sobre como obter empréstimos pelo programa estão disponíveis no endereço www.mte.gov.br/pnmpo

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Monografia sobre Microcrédito recebe prêmio do CORECON/BA

Segundo informações do Blog Tempo Presente, do agente de crédito e blogueiro Josivaldo, amigo do Blog do Microcrédito, o Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon/BA) premiou como a melhor monografia em economia do ano ao trabalho de Ícaro Nobre Pessoa, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

O título da monografia de Ícaro Pessoa era “Uma análise da contribuição do Banco do Povo de Vitória da Conquista – Bahia ao fortalecimento de pequenos e micro empreendimentos no período 2000-2009″, e foi desenvolvido como trabalho de conclusão do curso de economia naquela universidade.

Parabéns, Ícaro!

Muito obrigado pela informação, Josivaldo!

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