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Pontualidade de pagamentos de micro e pequenas empresas diminui pela primeira vez em cinco anos

Agência Brasil -

20/01/2012 15:48

As micro e pequenas empresas interromperam, no ano passado, o ritmo de alta na pontualidade de pagamentos que vinha sendo mantido desde 2007. De acordo com o levantamento Indicador Serasa Experian da Pontualidade de Pagamentos das Micro e Pequenas Empresas, a taxa passou de 95,1% (em 2010) para 94,9% (em 2011). A cada mil pagamentos, 949 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias.

Nos anos anteriores foram registradas as seguintes variações: em 2006, 93,6%; em 2007, 93,9%: em 2008, 94,2%; em 2009, 94,3%: em 2010, 95,1%. A exceção foi observada nas empresas que atuam no comércio, cuja variação passou de 95,1%, em 2010 para 95,3%, em 2011.

Na comparação entre dezembro de 2011 e o mesmo período do ano anterior, as empresas apresentaram, na média, aumento na capacidade de honrar os pagamentos em dia, passando de 95,2% para 95,6%. Esse resultado é visto pelos economistas da Serasa Experian como sinalização de que, em 2012, o setor vai se recuperar.

Na análise deles, as micro e pequenas empresas enfrentaram, em 2011, “o ciclo de aperto monetário conduzido até o final de agosto, além da desaceleração da atividade econômica, no segundo semestre”. Os economistas justificaram que essa situação pressionou os custos financeiros e a geração de caixa.

O valor médio dos pagamentos atingiu R$ 1.645 ante R$ 1.509, o que significa um aumento de 9%. A pesquisa foi feita com os dados apurados em 600 mil empresas que têm faturamento máximo de R$ 4 milhões por ano e com base nos registros dos fornecedores relativos a 8 milhões de pagamentos.

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Os passos para a criação do primeiro banco do microcrédito no Brasil

17/01/2012 – 11h16
Grupo peruano pede autorização para criar banco no Brasil

DA AGÊNCIA BRASIL, EM BRASÍLIA

O grupo peruano ACP quer criar um banco comercial no Brasil. De acordo com comunicado divulgado pelo Banco Central, o grupo pretende instalar o Banco Ideal, com sede em São Luís (MA).

O capital inicial da nova instituição será de R$ 30 milhões.

Segundo o comunicado, o Banco Ideal será controlado indiretamente pelo Grupo ACP Inversiones y Desarollo, associação civil sem fins lucrativos, constituída no Peru.

A nota informa ainda que qualquer objeção à criação do banco deve ser encaminhada ao BC em 30 dias, a partir desta terça-feira. Essa comunicação deve ser formal, com autores identificados e com documentação comprobatória.

Segundo a assessoria de imprensa do BC, esse ainda é o primeiro passo para a criação do banco. Depois, o BC vai avaliar o pedido e também verificar se é preciso voto do Conselho Monetário Nacional, já que se trata de uma instituição com capital estrangeiro. Nesse caso, também é preciso um decreto presidencial, além da autorização do BC.

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Pequena queda na confiança dos microempresários para o começo de 2012

Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) tem ligeira queda para 73,3 pontos na perspectiva para 1º TRI 2012

Indicador encontra estabilidade e mostra cautela do empresário

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) apresentou ligeira queda em relação ao último levantamento, realizado em setembro. O indicador com os resultados para o primeiro trimestre de 2012 registrou 73,3 pontos, em uma escala de 0 e 100, ante 73,7 pontos, apurados no último levantamento, em setembro.

Realizado em parceria entre Insper e Santander, o IC-PMN tem periodicidade trimestral e aponta as perspectivas do setor.

Quando analisadas as expectativas de acordo com as diferentes questões que compõem o índice, é possível identificar que os empresários permanecem otimistas em relação aos negócios. Houve um aumento nas perspectivas de lucro das empresas, de 76,2 para 76,4 pontos, e na disposição dos empresários de pequenos e médios negócios em investir, de 70,5 para 70,9 pontos. Também é positiva a leitura sobre as perspectivas de contratação, que historicamente têm registrado queda e, no levantamento para o primeiro trimestre, ficou praticamente estável aos 68,2 pontos (68,3 em setembro). Apenas as previsões de faturamento tiveram retração de 78,4 para 76,8 pontos.

“É natural o desaquecimento das vendas no início do ano, provocando esta redução na previsão de faturamento dos empresários de pequeno e médio negócios no período”, avalia o professor do Insper José Luiz Rossi Junior.

Entre os diferentes ramos de atividade, identifica-se retração no otimismo do setor serviços (74,9 para 73,5 pontos), enquanto indústria e comércio permaneceram praticamente estáveis. Na avaliação por estado, a principal queda foi observada no Centro-Oeste, onde o IC-PMN passou de 77,3 para 72,6 pontos. Também caiu a confiança dos empresários das regiões Sul e Nordeste, sendo registradas altas apenas as regiões Sudeste e Norte, esta última, a mais otimista, com 76,4 pontos.

O estudo para o IC-PMN envolve 1,2 mil empresas das cinco regiões do país. Foram ouvidos empresários de três ramos de atividade (comércio, serviços e indústria) e que faturam até R$ 30 milhões/ano.

Para acessar o relatório do 13º Índice IC-PMN clique aqui
http://www.insper.edu.br/sites/default/files/INSPER_Relat.Santander_Dez-11_Port_preview.pdf

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Banco da Gente viabiliza crédito da agricultura familiar e beneficia produtor de Jardim

Campo Grande (MS) – O Banco da Gente, instituição de microcrédito de Mato Grosso do Sul, implantou a linha de crédito Agricultura Familiar como uma proposta de microcrédito para beneficiar agricultores do Estado. Muitos produtores já começaram a colher os frutos dos investimentos feitos através do crédito adquirido. Um deles é o produtor do município de Jardim, Ascendino Donizete Andrade.

O produtor nasceu e foi criado exercendo atividades na área rural, seus serviços são especializados em agricultura e criação de gado. Entre 1996 a 2001 trabalhou cinco anos transportando leite para um laticínio e teve a oportunidade de aprender os processos para a produção derivados do leite (iogurte, mussarela, requeijão e outros).

Em 2002, considerando sua boa experiência com o a criação de gado leiteiro e o manejo com o leite, Ascendino decidiu montar seu próprio negócio, buscando recursos para compra de gado e arrendamento de um sítio com pasto adequado para criação.

Depois de procurar por inúmeros bancos, ficou frustrado em todas as tentativas na busca de uma linha de crédito adequada. As altas taxas de juros e as exigências de garantias dificultavam o acesso ao crédito.

Decidido a investir em seu próprio negócio, o produtor vendeu a própria casa, e junto com economias da poupança comprou 13 cabeças de gado leiteiro, arrendou o sítio com 15 hectares de pasto e em seguida se mudou com a família para área rural há 15 km aproximadamente da área urbana de Jardim.

No início a rentabilidade só garantia a subsistência da família. Em 2005, após dois anos de cadastro, reivindicação e espera para conquistar a própria terra, finalmente conseguiu adquirir seu próprio sítio através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), assentado no lote 9 com área de 21 hectares, junto ao Assentamento Guardinha.

De imediato construiu a moradia da família e aos poucos foi formando o pasto e organizando o sítio para criação do gado. Neste mesmo ano, obteve um grande salto em sua atividade, ao conquistar a própria terra e posteriormente teve a oportunidade em adquirir recurso através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar).

Após cinco meses aproximadamente, seu rebanho já produzia boa quantidade de leite, propiciando a aumento na produção de queijos. Desde então, procurou se especializar e adotou boas práticas de fabricação de queijo mussarela e outros produtos derivados do leite, através do suporte técnico do Senar (Serviço Nacional de aprendizagem Rural) conseguindo se formalizar.

Em fevereiro deste ano, procurou o Banco da Gente, onde conseguiu empréstimo com a linha da Agricultura Familiar, pois seu objetivo era ampliar seu rebanho. O empreendedor encontrou na linha de crédito uma ajuda para o crescimento de seu negócio. A partir de então obteve um impulso significativo em sua demanda, ampliou a produção e venda de seus produtos, passando a comercializar queijo mussarela e outras especiarias em supermercados, padarias e lanchonetes de Jardim e região.

A linha de crédito foi desenvolvida através da parceria entre Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e Associações representativas dos pequenos empreendedores rurais de agricultura familiar. Para mais informações sobre essa linha específica e outras disponibilizada pelo Banco da Gente, acesse www.bancodagente.ms.gov.br ou pelo telefone (67) 3320-1450.

Fonte: http://www.jornaldiadia.com.br/jdd/index.php/economia-e-negocios/71696-banco-da-gente-viabiliza-credito-da-agricultura-familiar-e-beneficia-produtor-de-jardim

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Aniversário: Juriti Microfinanças comemora três anos de estímulo ao empreendedorismo

Celebrando três anos de atuação no mercado brasileiro, a Juriti Microfinanças, instituição microfinanceira, já contribuiu para a melhoria do negócio de mais de 6.000 empreendedores.

Fundada em 11 de setembro de 2008, tem como objetivo principal fornecer crédito para empreendedores de micro e pequenos negócios, sejam eles formais ou informais, que têm acesso restrito ao sistema financeiro tradicional. A Juriti também incentiva o empreendedorismo por meio de ações interativas com o público, como a Caravana de Negócios. Com um grupo teatral itinerante, a Caravana percorreu 5 cidades, incentivando de forma lúdica o início de novos negócios. A ação fez parte da Semana Global do Empreendedorismo – promovida pela Endeavor.

Tamanho empenho pela promoção de novos negócios vem espelhada no exemplo de Diether Werninghaus, presidente da Juriti Microfinanças, um empreendedor que deu certo. “Assim como um dia alguém acreditou no meu pai para iniciar um negócio, hoje por meio do microcrédito, oferecido pela Juriti, queremos atuar como agentes multiplicadores, aumentado as chances de sobrevivência dos empreendimentos”, conta Diether, um dos únicos investidores privados que investe em microcrédito no Brasil, acreditando no caráter transformador deste setor.

Ainda, em seu primeiro ano de atuação, a Juriti Microfinanças inaugurou nove unidades de atendimento espalhadas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que também atendem as cidades do seu entorno por meio de sua metodologia de concessão de crédito baseada no relacionamento do Agente de Crédito diretamente com o empreendedor, no seu local de trabalho. Desta forma, é possível conhecer o funcionamento de todo o empreendimento e verificar as necessidades do dia a dia, concedendo a orientação mais adequada na tomada do crédito. Hoje a carteira de empréstimo da Juriti está em 19 milhões de reais.

Evolução e oportunidades – Da equipe inicial de nove pessoas, hoje a organização é constituída por noventa e três colaboradores que trabalham diariamente para que o crédito possa chegar aos empreendedores que mais precisam. Nestes três anos, foram mais de 7 mil concessões de microcrédito produtivo e orientado, o que perfaz R$ 34,5 milhões de reais já emprestados, gerando e mantendo 11.148 empregos. Isto é a demonstração que o investimento no empreendedor contribui diretamente para a geração de emprego e renda e o desenvolvimento do seu entorno.

“Nestes três anos de Juriti temos muitas conquistas e superação de desafios a comemorar, desenvolvendo novos negócios e mercados, além de favorecer mais de 6 mil pessoas. Mas vivemos atualmente um momento de reflexão, já que o governo federal vem tomando novas medidas no setor do microcrédito”, conta Mário Livramento, diretor de operações da Juriti Microfinanças.

Esta é também a opinião de Altemar Jucas de Castro Araújo, diretor financeiro do Grupo Juriti, que vê este como um período de oportunidades. “Comemoramos três ótimos anos de expansão e abertura de novos negócios. Estamos em alerta para continuar no mesmo ritmo diante das novas medidas do governo federal e empenhados em favorecer outros cidadãos brasileiros em seus negócios”, conclui.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=172862

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Microcrédito ajuda a elevar renda de empreendedores

Pesquisa realizada pelo Sebrae em 2011 aponta que quase a metade (48%) dos profissionais tiveram melhora nas vendas após pegar um empréstimo

Mariana Flores

Brasília – O acesso ao crédito ajuda os empreendedores individuais a alavancarem seus negócios. Pesquisa realizada pelo Sebrae em 2011 aponta que quase a metade (48%) dos trabalhadores por conta própria tiveram melhora nas vendas após pegar um empréstimo. Outros 48% dizem que os negócios permaneceram como estavam e apenas 4% sentiram uma retração. Com condições diferenciadas, o microcrédito é uma opção para os empreendedores alavancarem seus negócios e uma forma de inserção produtiva de pessoas excluídas do mercado de trabalho formal.

O microcrédito se tornou a saída para a empreendedora Edinete Ribeiro obter capital para investir em seu negócio, uma pequena fábrica de beiju e de pé de moleque em Aracaju. Com o primeiro empréstimo, feito há seis anos, no valor de R$ 1 mil, comprou tabuleiro, bandejas e matéria-prima. O valor foi pago em um ano. Em 2010, pegou mais um financiamento para reformar a cozinha onde faz os doces. Com R$ 2 mil, parcelados em dois anos, trocou o piso e o telhado do imóvel.

Com os investimentos, Edinete conseguiu aumentar sua capacidade produtiva e a produção diária passou de 50 unidades, há seis anos, para mais de 450 atualmente. “No início eu não tinha dinheiro nem para comprar material, então a produção era muito baixa. Com o microcrédito, pude investir no negócio”, conta a empreendedora de 39 anos, que faz entrega para padarias e eventos.

A renda mensal da baiana Rosimeire Silva Nascimento, de 31 anos, também aumentou desde que deixou seu emprego como assalariada, há pouco mais de um ano, e passou a vender cosméticos de forma autônoma. O trabalho aumentou, segundo ela, mas a satisfação de trabalhar por conta própria vale o esforço. Há três meses ela se formalizou como empreendedora individual e pegou um empréstimo por microcrédito no valor de R$ 1,2 mil para investir em mercadorias. O valor foi dividido em seis vezes. “Estou vendendo bem, meus clientes são vizinhos e parentes. Estou gostando de trabalhar por conta própria e estou ganhando mais. Antes ganhava só um salário mínimo, agora consigo tirar até R$ 1 mil”, conta.

Opções

A pesquisa do Sebrae mostra, no entanto, que apenas 12% dos empreendedores individuais buscaram crédito bancário. Com o objetivo de ajudar a incrementar a oferta de linhas de crédito com condições facilitadas para os pequenos empreendedores, o Sebrae possui convênios com instituições financeiras, cooperativas, associações e outras entidades que oferecem linhas para o segmento. A ação do Sebrae se baseia em fornecer informações sobre as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais e capacitar agentes de crédito das instituições, além de apoiar a criação de novas instituições de microcrédito e a reestruturação das já existentes.

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/noticia/12307622/politicas-publicas/microcredito-ajuda-empreendedores-individuais-no-df/?indice=0

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