Posts belonging to Category IMFs Brasileiras



Os passos para a criação do primeiro banco do microcrédito no Brasil

17/01/2012 – 11h16
Grupo peruano pede autorização para criar banco no Brasil

DA AGÊNCIA BRASIL, EM BRASÍLIA

O grupo peruano ACP quer criar um banco comercial no Brasil. De acordo com comunicado divulgado pelo Banco Central, o grupo pretende instalar o Banco Ideal, com sede em São Luís (MA).

O capital inicial da nova instituição será de R$ 30 milhões.

Segundo o comunicado, o Banco Ideal será controlado indiretamente pelo Grupo ACP Inversiones y Desarollo, associação civil sem fins lucrativos, constituída no Peru.

A nota informa ainda que qualquer objeção à criação do banco deve ser encaminhada ao BC em 30 dias, a partir desta terça-feira. Essa comunicação deve ser formal, com autores identificados e com documentação comprobatória.

Segundo a assessoria de imprensa do BC, esse ainda é o primeiro passo para a criação do banco. Depois, o BC vai avaliar o pedido e também verificar se é preciso voto do Conselho Monetário Nacional, já que se trata de uma instituição com capital estrangeiro. Nesse caso, também é preciso um decreto presidencial, além da autorização do BC.

Bookmark and Share

I Seminário FGV de Microcrédito e Negócios Sociais

No dia 8 de dezembro foi realizado o I seminário FGV de microcrédito e negócios sociais organizado pelo laboratório de assessoria jurídica para novos negócios da faculdade de direito da Fundação Getúlio Vargas – LAJUNN, no Rio de Janeiro.

O LAJUNN é integrado por alunos do Direito, Administração e Economia sob a supervisão de professor da faculdade de direito. Com três anos de funcionamento confere assistência legal e econômica a empreendedores egressos do sistema prisional originários da Incubadora da ONG, CISC – segunda chance . Percebendo a importância do tema do crédito enquanto forte instrumento de inclusão social, foram iniciados estudos dentro do laboratório sobre os modelos atuais de instituições de microcrédito públicas e privadas, legislação , viabilidade econômica , gestão das instituições, além do papel do estado e políticas públicas voltadas ao setor.

Como um desdobramento das discussões travadas ao longo do ano de 2011 entre professores e alunos no laboratório, o seminário surgiu, contribuindo para o esclarecimento de diversos aspectos do modelo brasileiro de microcrédito. Tivemos o prazer de discutir com os maiores especialistas do tema no país durante a manhã e pela tarde ouvir depoimentos de empreendedores e seus negócios voltados a setores variados.

Pela manhã, nos dois painéis de discussão sobre microcrédito, estiveram presentes : Dr. Francisco Menezes, Diretor do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado PNMPO-MTE , Sr. Guilherme Montoro da Diretoria de Inclusão Social do BNDES, Sra. Adriene Marins, Vice Presidente do Banco Pérola, Sr. Jeronimo Ramos, Diretor de Microcrédito do Banco Santander, Dra. Marina Procknor advogada do escritório Mattos Filho, Sr. Erik Oliveira, Gerente de Microcrédito do Banco do Nordeste/CREDIAMIGO, além do Sr. Rubens Andrade, Diretor da Associação de Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e Empresas de Pequeno Porte.

Os principais pontos debatidos na parte da manhã foram:
a importância da formação de agentes de crédito como condição para o dinamismo do instrumento, uma vez que os tomadores dos empréstimos dão maior valor a flexibilidade do sistema quanto a formas de pagamento, adequação a seus negócios e orientação, do que juros mais benéficos;
papel do Estado enquanto propulsor do microcrédito, tendo como centro do debate o Programa Crescer. Motivados por questionamentos da audiência, os debatedores falaram sobre seus receios em relação a perda de competitividade das instituições privadas de microcrédito em relação as públicas, em decorrência do programa. Foi destacado o caso de OSCIPs como o Banco Pérola, que encontram obstáculos na obtenção de repasses por instituições maiores como o BNDES;
o representante do BNDES destacou a tradição e o papel crescente do banco no que tange ao setor do microcrédito, assumindo a dificuldade da instituição em realizar repasses a determinadas instituições de microcrédito como OSCIPS. Segundo Guilherme, a estrutura de empréstimos no Banco é voltada, tradicionalmente, à projetos e empresas de grande porte o que dificulta a adaptação a nova clientela. No entanto, o Banco está se preparando para concessão de empréstimos a redes de instituições de microfinanças, visando capacitação para a obtenção dos financiamentos, mantendo em paralelo os repasses as instituições financeiras com sistemas adequados para a concessão do microcrédito ao público;
A vice presidente do Banco Pérola, palestrante Sra. Adriene e a Presidente do banco Sra. Alessandra, que encontrava-se na plateia, aproveitaram a oportunidade para discutir com o Sr. Rubens da ASCM sobre os benefícios da transformação do Banco Pérola, hoje uma OSCIP, em uma Sociedade de Crédito ao Microempreendedor. Foram ressaltados os aspectos legais, tributários e econômicos da referida conversão, constatando-se que o tema é merecedor de maior aprofundamento e o laboratório LAJUNN da FGV dará prosseguimento a estudos sobre a temática;
Os representantes Sr. Jeronimo do Santander e Erik do Crediamigo participaram de todo o debate, contribuindo para a demonstração do sistema aplicado na prática. Na plateia encontravam-se moradores do Complexo do Alemão , Complexo da Maré , baixada fluminense e zona oeste, que efetuaram questionamentos específicos sobre seus casos e terão assistência de ambas instituições dependendo da região, com a participação dos alunos do laboratório;
Finalmente, tivemos a oportunidade de ouvir a Dra. Marina Procknor advogada do escritório Mattos Filho, que após estágio em Bangladesh e contatos diretos com o economista criador do microcrédito no mundo, Mohamed Yunus , é a encarregada da regularização da entrada do Banco Grameen no Brasil. Apontou as diferenças culturais, legais e sociais dos países asiáticos em relação ao Brasil que influenciam nas especificidades do modelo brasileiro, em relação ao indiano e de Bangladesh. Ratificou a intenção de Yunus em permanecer atendendo a base da pirâmide, o que significa para todos nós o grande desafio. Alertou ainda, sobre a rigidez da regulação financeira no Brasil, nos remetendo ao desafio de criar um modelo legal de negócio social adequado as especificidades do pais, desafio este que deverá ser enfrentado pelo LAJUNN na FGV.

Durante a tarde, tivemos os emocionantes depoimentos de Ronaldo Monteiro da diretoria do CISC – segunda chance, ONG destinada a reinserção de egressos do sistema prisional pela via do empreendedorismo, sendo ele mesmo um egresso. Rodrigo Baggio do CDI, com seu ânimo e idealismo que movem as montanhas do conformismo, além de Tatiana Leite, da benfeitoria.com, que nos apresentou o funcionamento do seu crowdfunding, Veronica Marques do Fundo Social Elas e Paula Martini sócia diretora da Martinica Digital. Tatiana e Paula tiveram seus negócios encubados pela incubadora da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, Rio criativo, cujo diretor Leo Feijó, fez relato sobre o trabalho impressionante que vem realizando nos últimos meses na secretaria.

O seminário se desenvolveu em clima de amizade e cordialidade no estilo carioca, quando contatos e negócios sociais foram ali germinados. Percebia-se claramente o empenho de todos, desde os empreendedores, especialistas, representantes do governo, alunos e curiosos sobre o tema, em fazer das próximas décadas um tempo de formação de elos , quebra de paradigmas aproximando o capitalismo de seus fundamentos iniciais, geração de riqueza para todos.

Silvia Pinheiro, advogada e
Professora Supervisora da Clínica Laboratório de Assessoria Jurídica para Novos Negócios, LAJUNN – FGV Rio.

Rio, 12 de dezembro de 2011.

Bookmark and Share

Microcrédito se expande na Bahia

Com um total de R$ 33,9 milhões, o Programa de Microcrédito do Estado da Bahia – CrediBahia superou a meta estabelecida para 2011 de R$ 28 milhões. Em novembro, o programa bateu seu recorde, liberando R$ 4,1 milhões para trabalhadores autônomos. Para as instituições comunitárias de microcrédito foram liberados mais R$ 5,5 milhões. Nem mesmo a greve dos Correios e dos bancos, que impediram as operações em setembro e outubro, conseguiram reduzir a produção do CrediBahia.

Os números revelam que o CrediBahia continua em plena expansão. Com recursos da Desenbahia, o programa é administrado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com o Sebrae e prefeituras municipais. Desde sua criação, em 2002, o programa já beneficiou 40 mil trabalhadores autônomos, liberou 86 mil contratos, num total de R$ 129 milhões em operações diretas e mais R$ 13,6 milhões em repasses para instituições operadoras de microcrédito.

Fonte: http://bahiadefato.blogspot.com/2011/12/microcredito-se-expande-na-bahia.html

Bookmark and Share

Conheça o Mambu

Na seção Sistemas para o Gerenciamento do Microcrédito, publicamos uma breve análise sobre o Mambu, um sistema que chega ao mercado do microcrédito, que tem como principal característica ser concebido para a chamada computação nas nuvens, ou seja, aquele modelo em que o software é compreendido como um serviço.

A principal vantagem deste modelo consiste em dispensar que a organização de microcrédito precise preocupar-se com a aquisição de equipamentos de informática sofisticados, como servidores por exemplo, assim como soluções de segurança dos dados. Quer dizer, a organização de microcrédito concentra-se em realizar o trabalho do atendimento aos microempreendedores e a gestão da infraestrutura de informática necessária para o controle de suas atividades fica por conta do Mambu.

Mambu

Bookmark and Share

O ranking do microcrédito

RECONHECIMENTO
Blusol e Banco da Família são classificados no ranking das 100 Melhores Instituições de Microcrédito da América Latina

O Blusol foi classificado no ranking das 100 Melhores Microfinanças da América Latina, apontado pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Microfinance Information Exchange. A instituição aparece na 65ª posição com pontuação total de 62,87%. Em 85º lugar também está o Banco da Família, do Planalto Catarinense, com 58,28% da pontuação total.

Realizado pelo oitavo ano consecutivo, o ranking tem por objetivo destacar as 100 melhores instituições de microcrédito da América Latina e do Caribe. É elaborado com base no desempenho das instituições, em três áreas específicas: alcance, eficiência e transparência. Participam do ranking as instituições que tenham alcançado rentabilidade positiva sobre ativos nos três últimos anos.

O Blusol também aparece entre as 20 instituições com maior crescimento, ocupando a 19ª posição. Dos 2.670.414 empréstimos realizados pela entidade, 1.619 foram direcionados à microempresa, o que representa 37,4%. A empresa de microcrédito atende 52 municípios catarinenses e conta, atualmente, com 6,9 mil clientes ativos. No último ano, foram liberados R$ 20,5 milhões em empréstimos. “É hora de comemorar e fortalecer nossas convicções para seguir o projeto. Este foi mais um passo rumo ao crescimento e evolução, não só do Blusol, mas acima de tudo da população da região onde atuamos”, comenta Claudio Peixer, presidente do conselho do Blusol.

Já o Banco da Família foi classificado com o 15º lugar entre as 20 instituições mais rentáveis. A empresa apresentou 10,2% de retorno sobre ativos e 18% de retorno sobre o patrimônio. No último ano, a instituição alcançou uma carteira ativa de R$ 15,8 milhões. O total de empréstimos já liberados pelo banco é de 101.769, 20,4 mil apenas em 2010, o que corresponde a R$ 30 milhões. Atualmente o Banco da Família conta com 7,8 mil clientes ativos e possui unidades em Lages, Otacílio Costa, São Joaquim, Curitibanos, Correia Pinto e três unidades no Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul, Santa Fé e Vacaria.

Matéria publicada em 19/10/2011

Fonte: http://www.noticenter.com.br/noticia/?COD_NOTICIA=15908&COD_CADERNO=17

Bookmark and Share

Avaliação crítica do Programa Crescer de Microcrédito Produtivo Orientado

Há pouco mais de um mês, o governo federal divulgou novas medidas para estimular a expansão do microcrédito produtivo orientado, através do Programa a que deram o nome de Crescer. Houve a publicação de uma medida provisória, encaminhada ao Congresso Nacional, para proceder a alguns ajustes na Lei 11.110, de 2005, que criou o PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.

Confesso que, apesar dos enormes desafios que vivenciei e que vi outros colegas atuantes no microcrédito vivenciarem nos anos anteriores à lei 11.110, mas depois da publicação dela também, desta vez tive dificuldade de aceitar as medidas que foram adotadas e o modus operandi por meio de qual elas foram elaboradas.

As pessoas do governo federal que desenharam o programa Crescer desconsideraram por completo a participação e o diálogo com qualquer outro ator que não fosse do Ministério da Fazenda e dos bancos oficiais. Não apenas as cooperativas, agências de fomento, SCM e OSCIPs de microcrédito foram desprezadas neste processo de elaboração: sequer o Ministério do Trabalho, onde o PNMPO está alocado, foi ouvido para a formulação do programa.

De novo, insiste-se na tese de que o microcrédito tem que operar com taxas subsidiadas de juros, mas em nome disso, comete-se uma enorme injustiça contra aqueles que sempre se empenharam no desenvolvimento do segmento no país, escolhendo subvencionar os bancos que assim são estimulados a praticar canibalismo concorrencial contra as demais instituições operadoras no microcrédito do país, inclusive com o risco de descontinuidade de valiosos projetos em andamento.

No decorrer do ano passado, atuei como consultor do PNUD para avaliar a atividade do microcrédito da Caixa e ao final, em meu relatório apresentado no começo de 2011, deixei algumas propostas para fortalecer os laços entre a Caixa e as organizações de microcrédito. Também estas sugestões que apresentei não foram contempladas pelas medidas adotadas, que seguiram em direção oposta às que propus.

Quanto ao teor das medidas adotadas, evidencia-se que a subvenção oficial aos bancos públicos é seu pilar de sustentação. Nota-se, entretanto, que o valor das subvenções está condicionado ao valor do crédito concedido, sendo mais elevado o repasse do governo para créditos de valores maiores. Ou seja: os bancos vão ficar estimulados a concederem créditos mais altos ao invés dos mais baixos, o que significa que o direcionamento do programa vai apontar para empreendimentos mais estruturados.

Quando, anos atrás, trabalhei na elaboração da proposta para a oferta de microcrédito produtivo orientado aos empreendedores identificados no Programa Bolsa Família, havia uma subvenção às organizações de microcrédito para direcioná-las para o público mais pobre e, portanto, com maior dificuldade de acesso ao crédito. No Programa Crescer, está lógica está invertida.

Por outro lado, os agentes de crédito serão recrutados preferencialmente junto às prefeituras. Ocorre que 2012, para as prefeituras, é ano eleitoral, ou seja, o risco de manipulação do programa pelos prefeitos em busca de re-eleição é muito elevado.

infelizmente, parece que estamos diante de mais uma oportunidade perdida no campo do microcrédito no Brasil. Espero estar errado.

Bookmark and Share
Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes