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AFAL divulga resultado de organizações contempladas com microcrédito

As organizações selecionadas vão receber recursos provenientes do FECOEP

AFAL divulga resultado de organizações contempladas com  microcrédito

Diretor da Afal destaca a importância da ação para fortalecer a economia alagoana – Foto: Ascom AFAL

A Agência de Fomento de Alagoas (AFAL) concluiu a seleção das instituições que participaram da chamada pública para receber apoio financeiro proveniente do Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza (FECOEP), na ordem de R$ 7 mi, destinados ao financiamento de pequenos e microempresários. As propostas foram selecionadas por meio de Edital, lançado no dia 14 de junho pela AFAL. Das 10 instituições que enviaram propostas 6 foram selecionadas.

A Coordenadora de Microfinanças da AFAL, Catalina Velásques explicou que as propostas passaram por uma rigorosa análise técnica e jurídica com relação à parte documental e de atuação de cada instituição. “Os trabalhos, para a seleção das instituições, foram realizados por uma comissão formada pela Afal e consultores especialistas em finanças”, disse a coordenadora.

As instituições selecionadas para receberem os recursos foram três Oscips – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Social das Cooperativas: Banco Cidadão, Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (ANDE) e Fundo para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (FUNDAF); e três cooperativas de crédito: Cooperativa de Crédito Rural do Sertão Alagoano (Cocreal), Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Alagoano (Cooperagre) e Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Central Alagoano (Coopcral).

O próximo passo será a assinatura do convênio, no dia 27 de agosto, entre a Afal e a instituições selecionadas.  Todas as instituições estão reguladas pelo Banco Central. As instituições, na modalidade cooperativa de crédito, que não estão registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) têm prazo de 90 dias, após a assinatura do contrato, para que apresentem o registro sob pena de rescisão de contrato e devolução dos valores já repassados.

O diretor de Desenvolvimento e Projetos da AFAL, Fábio Leão, reforçou que apesar do edital ter sido divulgado antes da enchente do dia 18 de junho, “a orientação da Agência é para que, as instituições contempladas trabalhem prioritariamente com os micro empreendedores que precisam reerguer seus negócios, a partir de uma linha compatível com suas necessidades, e sem a exigência dos bancos convencionais”.

Com os recursos liberados, as instituições que operam com microcrédito passam a ser parceiras da Afal e os recursos serão destinados para a formação de funding, ou seja, para a capitalização das instituições e também para o desenvolvimento institucional (PDI), que visa fomentar o setor administrativo das instituições de microcrédito. O programa tem como principal vantagem para as Instituições de Microfinanças (IMFs) juros mais baixos dos que os oferecidos pelo mercado – em torno de 0,5% – para investir e adquirir capital de giro

“Com a formalização dos contratos nossa meta é a ampliação da economia alagoana, possibilitando a partir do apoio a instituições de microcrédito, a geração de maior circulação de dinheiro, uma vez que essas instituições são representantes da Afal junto a empreendedores espalhados em todo o Estado”, ressaltou Fábio Leão.

Segundo Fábio, a meta da Afal é que, a partir deste empréstimo, o microempreendedor, seja ele o marceneiro do bairro, ou o vendedor de churrasquinho e de caldo de cana, possa crescer e construir um Plano de Negócios, e, no caso dos informais, tornar-se um microempreendedor individual com maiores vantagens e condições de evolução.

Os recursos a serem aplicados nas instituições selecionadas são originários do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP), aprovado pelo Conselho Consultivo do Fecoep e inserido na Lei do Orçamento anual de 2010 do Estado de Alagoas. As instituições selecionadas, bem como os valores a serem repassados para cada proposta, serão divulgados esta semana no Diário Oficial do Estado, e também estará disponível no site da Afal. (www.afal.com.br)

Fonte: http://blog.planejamento.al.gov.br/?p=395

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Microcrédito e cooperativismo

No Brasil, o microcrédito desenvolveu-se inicialmente a partir da ação de organizações sem fins lucrativos, ONGs depois transformadas em OSCIPs, para melhor adaptarem-se à legislação. Só mais recentemente, a partir de 2005, começa a participação das cooperativas de crédito no microcrédito.

Empresário equipa e amplia seu negócio com microcrédito

Com 26 anos, Evanildo Lima de Oliveira já está no quarto empréstimo e usa recursos que têm custos baixos para gerenciar seu pequeno bar


Da Agência Sebrae de Notícias

Adelmo Borges

Evanildo é um dos 4.600 sócios da cooperativa Ascoob

O empresário Evanildo Lima de Oliveira, morador do distrito rural de Recanto, em Serrinha (BA), distante cerca de 200 quiloômetros de Salvador, é um dos que utilizam com êxito o microcrédito no gerenciamento de seu pequeno bar que, no fim de semana funciona como restaurante e atende não só a comunidade local, mas também moradores da cidade.

Evanildo é um dos 4.600 sócios da cooperativa Ascoob, com sede no centro de Serrinha, que concede empréstimos sem burocracia e a custos mais baixos a empreendedores rurais e urbanos. Em pouco tempo Evanildo passou a contar no seu estabelecimento com três freezers. A especialidade com maior demanda é a galinha completa, com todos os acompanhamentos, que custa em torno de R$ 25 e serve uma família de quatro ou até cinco pessoas.

Evanildo contou sua história na última quinta-feira (15) para um grupo de representantes do Sebrae, agências de fomento e bancos integrantes da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE), que participaram de encontro paa trocar experiências entre as diversas formas de se operar microcrédito no Brasil. O evento encerrou-se nesta sexta-feira, no final da manhã. Depois da Bahia o grupo encerra o ciclo de visitas em Fortaleza, onde vai conhecer a experiência do Crediamigo do Banco do Nordeste (BNB).

Evanildo destacou a importância dos cursos do Sebrae, que o ajudaram a planejar o negócio e a fazer um balanço das mercadorias em estoque. “No finais de semana chego a atender 200 pessoas aqui no Recanto”, destaca o empresário, que fatura cerca de R$ 600 por mês quando não tem evento de porte como o São João. Nessas ocasiões, o resultado líquido, descontadas as despesas, pode até triplicar.

O pai de Evanildo, Manoel Feliciano de Oliveira, 62, mais conhecido como Neto do Recanto, também é sócio da cooperativa, que nasceu de crédito rural e agora também está atuando fortemente entre outros empreendedores que já respondem por 70% de sua carteira de microcrédito. Feliciano tem uma pequena plantação de mandioca e, com o empréstimo, comprou cinco bezerros e equipamentos para montar uma casa de farinha. Casado, com cinco filhos, ele conta que gosta de tomar empréstimo na cooperativa porque lá se sente mais à vontade. “Participo da votação para mudança de diretoria e na hora da prestação de contas”, afirma.

A cooperativa de crédito Ascoob opera com recursos da Desenbahia (Agência e Fomento do Estado da Bahia), que atua tanto financiando diretamente empreendedores como também repassando recursos que são operados por Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e cooperativas de crédito rural.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI155564-17180,00-EMPRESARIO+EQUIPA+E+AMPLIA+SEU+NEGOCIO+COM+MICROCREDITO.html

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Crise desmantela cooperativas espanholas

No dia 8 de julho, o portal IG publicou uma matéria sobre as Cajas de Ahorro (Caixas de Poupança) espanholas, informando que por determinação do Banco de Espanha, equivalente ao Banco Central, estão passando por um processo de reestruturação. O tema, pouco comum aqui no blog, interessa, em função do cenário de crise internacional do sistema financeiro, com suas repercussões sobre a possibilidade de se pensar em um sistema de finanças solidárias.

As Cajas funcionam como uma espécie de cooperativas de crédito, atuando em escala regional, e a própria matéria relata que tiveram um papel importante em financiar o forte impulso que a Espanha viveu nos anos de ingresso na Comunidade Européia.

Grande parte de suas carteiras de crédito é imobiliária, de longo prazo e baixa liquidez. Com a crise internacional do sistema bancário, liquidez se tornou um bem precioso, razão pela qual se passou a exigir dos bancos e instituições financeiras o enrijecimento dos níveis de liquidez.

Proer da Espanha custará 1,5% do PIB

Entidades centenárias que ajudaram boom econômico espanhol vão ser reformadas

André Vieira, enviado especial a Santander | 08/07/2010 04:59

Foto: iG
Agência da Caja Cantabria, no centro da cidade de Santander: entidades centenárias que ajudaram boom espanhol vão ser reformadas

O Banco da Espanha, a autoridade monetária máxima do país, espera que a capitalização e o ajuste das chamadas cajas de ahorro, espécies de bancos regionais, exigirão de 15 bilhões a 16 bilhões de euros, o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol.

Os recursos sairão do Fundo de Reestruturação Ordenada dos Bancos (Frob), similar ao Proer, o programa brasileiro de salvamento de bancos nos anos 1990. O Proer, que salvou os correntistas de bancos como Econômico, Nacional e Bamerindus, custou 2,5% do PIB em recursos públicos entre 1995 e 2000, segundo estimativas da época.

As cajas de ahorro ajudaram a Espanha a manter uma forte trajetória de crescimento econômico, quando o PIB atingiu taxas anuais de expansão acima de 3% entre 1994 e 2007 mesmo diante dos esforços fiscais para adoção do euro, a moeda regional.

Cajas operavam como cooperativas

Correspondendo a metade do sistema financeiro espanhol, as cajas operavam como cooperativas bancárias, oferecendo crédito agrícola e imobiliário, impulsionando a bolha imobiliária vivida pela Espanha. Essas instituições lançaram papéis em euro, procurados por investidores estrangeiros interessados em financiar a especulação espanhola.

“A proporção relativa dos passivos diante dos valores atuais alcançou um nível elevado de aversão ao risco dominante no mercado financeiro depois da crise”, disse o vice-presidente Javier Ariztegui, vice-presidente do Banco da Espanha, o Banco Central espanhol, em um evento promovido nesta semana pelo Santander.

Em setembro de 2009, sob os efeitos da crise financeira internacional, o governo espanhol lançou o Frob como forma de ajustar as finanças das cajas, obrigando-as a fundir-se, cortar gastos como fechamento de agências e demissão de funcionários. O Frob tem 99 bilhões de euros à disposição destas instituições.

Segundo Ariztegui, 39 das 44 cajas existentes na Espanha aderiram ao programa de salvamento do BC. Ao todo, deverão sobrar 12 cajas, das quais sete delas já exigiram 10,2 bilhões de euros do programa. Em 2009, a Caja Castilla-La Mancha, que recebeu 4 milhões de euros, foi adquirida pelo banco Liberta.

Outra instituição, a CajaSur, foi colocada à venda. A expectativa é que seja vendida já na semana que vem, informou Ariztegui, que acrescentou que oito entidades de créditos nacionais e estrangeiras ficaram interessadas em fazer oferta pelo melhor preço.

Santander não deve comprar cajas

O Santander, o maior banco espanhol, deve ficar à margem do processo de aquisição das cajas. “Não temos interesse pelas cajas, porque já temos uma participação de 20% sobre o crédito imobiliário na Espanha”, disse ao iG o diretor de análises e estratégia da divisão América do Banco Santander, José Juan Ruiz. “Mas poderemos comprar um ativo menor, como uma agência ou carteira específica se houver afinidade com nossa estratégia.”

A Caja Cantabria, uma instituição criada em 1898 na cidade de Santander, no litoral norte espanhol, decidiu fazer uma fusão com outras três instituições, que somarão quase 130 bilhões de ativos, algo como 10% do setor. Destinada a conceder crédito com fins de benefícios sociais, autonomia e contabilidade própria, as cajas deverão, como se conheceu por um século, ficar no passado.

Ao iG, Maríz Pilar, professora aposentada que negou a dizer a idade mas aparente 60 anos, contou que conseguiu comprar seu segundo apartamento com prazos superiores a 40 anos. “As cajas foram uma instituição de sucesso na Espanha. Lamento que elas venham aos poucos desaparecerem como eram”, afirmou.

O repórter viajou a convite do Banco Santander

Fonte: http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/proer+da+espanha+custara+15+do+pib/n1237704724246.html

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Sicredi aposta em empreendedores individuais para ampliar associados

Rede de cooperativas de crédito estabelece como meta alcançar 200 mil clientes em 2010

Regina Xeyla

Brasília – Para apresentar ao mercado soluções financeiras diferenciadas e todo o potencial das cooperativas de crédito, o Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), com abrangência nos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia, lançou a operação ‘Rumo aos 200′. Trata-se de uma campanha interna que trabalha nova postura dos colaboradores para captação dos associados. O nome se refere a uma das missões do sistema: alcançar 200 mil associados em 2010. Para atingir a meta, o sistema pretende ampliar o número de empreendedores individuais entre seus associados.

O Sicredi busca a expansão na região Norte, e o crescimento do quadro social contribui para solidificação das cooperativas. “Estar inserido no sistema cooperativo é vantajoso para o empreendedor individual, já que as cooperativas trabalham com microcrédito e o atendimento é personalizado e ágil”, afirma o presidente da Central Sicredi Mato Grosso, João Carlos. O sistema oferece financiamento com taxas competitivas, variando de 1,5% a 2,5% ao mês, e a não cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para o analista da área de serviços financeiros do Sebrae, João Silvério, é grande o potencial do empreendedor individual nos três estados de abrangência do Sicredi. “Em Mato Grosso, Rondônia e Pará existem aproximadamente 573 mil empreendedores individuais, que também podem ser adicionados ao potencial das micro e pequenas empresas presentes, que é de aproximadamente 197 mil, totalizando cerca de 770 mil potenciais clientes. De acordo com João Silvério, “as cooperativas podem orientar o associado empreendedor para o crédito produtivo e fornecer produtos e serviços customizados, com taxas condizentes a realidade do setor”, disse.

Com crescimento sólido, o balanço de 2009, apresentado pelo Sicredi MT, PA e RO, coloca as cooperativas de crédito entre as principais do país. Foram contabilizados cerca de R$ 1,5 bilhão de ativos, as operações de crédito em 2009 ultrapassaram R$ 1,25 bilhão e o patrimônio líquido aumentou 25%, somando R$ 337 milhões. As cooperativas asseguraram R$ 58 milhões de sobras, 21% a mais que em 2008. “Esse é um dos grandes diferenciais do sistema de crédito cooperativo. Em um banco convencional esse montante seria o lucro da instituição. No Sicredi, esse valor é revertido aos seus associados, que são donos do negócio”, enfatiza João Carlos.

O Sicredi investiu em 2009 no lançamento de diversos produtos, entre eles, o próprio cartão de crédito – o Sicredi Múltiplo – e o Consórcio de Imóveis (lançado em dezembro, a carteira está sendo operada com duas faixas de crédito: de R$ 50 mil a R$ 100 mil e de R$ 100 mil a R$ 200 mil. Grupos com prazos de 120 meses e com a possibilidade de utilizar o FGTS).

No Brasil – O Sicredi é um conjunto de cooperativas de crédito presente em dez estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Rondônia, Goiás e São Paulo), com mais de mil pontos de atendimento e 1,5 milhão de associados. Em 2009, os ativos totais administrados pelo Sistema Sicredi atingiram cerca de R$ 15 bilhões e o patrimônio líquido, aproximadamente R$ 2,2 bilhões.

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?canal=214&cod=9992032&indice=10

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