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Banco da Gente viabiliza crédito da agricultura familiar e beneficia produtor de Jardim

Campo Grande (MS) – O Banco da Gente, instituição de microcrédito de Mato Grosso do Sul, implantou a linha de crédito Agricultura Familiar como uma proposta de microcrédito para beneficiar agricultores do Estado. Muitos produtores já começaram a colher os frutos dos investimentos feitos através do crédito adquirido. Um deles é o produtor do município de Jardim, Ascendino Donizete Andrade.

O produtor nasceu e foi criado exercendo atividades na área rural, seus serviços são especializados em agricultura e criação de gado. Entre 1996 a 2001 trabalhou cinco anos transportando leite para um laticínio e teve a oportunidade de aprender os processos para a produção derivados do leite (iogurte, mussarela, requeijão e outros).

Em 2002, considerando sua boa experiência com o a criação de gado leiteiro e o manejo com o leite, Ascendino decidiu montar seu próprio negócio, buscando recursos para compra de gado e arrendamento de um sítio com pasto adequado para criação.

Depois de procurar por inúmeros bancos, ficou frustrado em todas as tentativas na busca de uma linha de crédito adequada. As altas taxas de juros e as exigências de garantias dificultavam o acesso ao crédito.

Decidido a investir em seu próprio negócio, o produtor vendeu a própria casa, e junto com economias da poupança comprou 13 cabeças de gado leiteiro, arrendou o sítio com 15 hectares de pasto e em seguida se mudou com a família para área rural há 15 km aproximadamente da área urbana de Jardim.

No início a rentabilidade só garantia a subsistência da família. Em 2005, após dois anos de cadastro, reivindicação e espera para conquistar a própria terra, finalmente conseguiu adquirir seu próprio sítio através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), assentado no lote 9 com área de 21 hectares, junto ao Assentamento Guardinha.

De imediato construiu a moradia da família e aos poucos foi formando o pasto e organizando o sítio para criação do gado. Neste mesmo ano, obteve um grande salto em sua atividade, ao conquistar a própria terra e posteriormente teve a oportunidade em adquirir recurso através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar).

Após cinco meses aproximadamente, seu rebanho já produzia boa quantidade de leite, propiciando a aumento na produção de queijos. Desde então, procurou se especializar e adotou boas práticas de fabricação de queijo mussarela e outros produtos derivados do leite, através do suporte técnico do Senar (Serviço Nacional de aprendizagem Rural) conseguindo se formalizar.

Em fevereiro deste ano, procurou o Banco da Gente, onde conseguiu empréstimo com a linha da Agricultura Familiar, pois seu objetivo era ampliar seu rebanho. O empreendedor encontrou na linha de crédito uma ajuda para o crescimento de seu negócio. A partir de então obteve um impulso significativo em sua demanda, ampliou a produção e venda de seus produtos, passando a comercializar queijo mussarela e outras especiarias em supermercados, padarias e lanchonetes de Jardim e região.

A linha de crédito foi desenvolvida através da parceria entre Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e Associações representativas dos pequenos empreendedores rurais de agricultura familiar. Para mais informações sobre essa linha específica e outras disponibilizada pelo Banco da Gente, acesse www.bancodagente.ms.gov.br ou pelo telefone (67) 3320-1450.

Fonte: http://www.jornaldiadia.com.br/jdd/index.php/economia-e-negocios/71696-banco-da-gente-viabiliza-credito-da-agricultura-familiar-e-beneficia-produtor-de-jardim

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Aniversário: Juriti Microfinanças comemora três anos de estímulo ao empreendedorismo

Celebrando três anos de atuação no mercado brasileiro, a Juriti Microfinanças, instituição microfinanceira, já contribuiu para a melhoria do negócio de mais de 6.000 empreendedores.

Fundada em 11 de setembro de 2008, tem como objetivo principal fornecer crédito para empreendedores de micro e pequenos negócios, sejam eles formais ou informais, que têm acesso restrito ao sistema financeiro tradicional. A Juriti também incentiva o empreendedorismo por meio de ações interativas com o público, como a Caravana de Negócios. Com um grupo teatral itinerante, a Caravana percorreu 5 cidades, incentivando de forma lúdica o início de novos negócios. A ação fez parte da Semana Global do Empreendedorismo – promovida pela Endeavor.

Tamanho empenho pela promoção de novos negócios vem espelhada no exemplo de Diether Werninghaus, presidente da Juriti Microfinanças, um empreendedor que deu certo. “Assim como um dia alguém acreditou no meu pai para iniciar um negócio, hoje por meio do microcrédito, oferecido pela Juriti, queremos atuar como agentes multiplicadores, aumentado as chances de sobrevivência dos empreendimentos”, conta Diether, um dos únicos investidores privados que investe em microcrédito no Brasil, acreditando no caráter transformador deste setor.

Ainda, em seu primeiro ano de atuação, a Juriti Microfinanças inaugurou nove unidades de atendimento espalhadas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que também atendem as cidades do seu entorno por meio de sua metodologia de concessão de crédito baseada no relacionamento do Agente de Crédito diretamente com o empreendedor, no seu local de trabalho. Desta forma, é possível conhecer o funcionamento de todo o empreendimento e verificar as necessidades do dia a dia, concedendo a orientação mais adequada na tomada do crédito. Hoje a carteira de empréstimo da Juriti está em 19 milhões de reais.

Evolução e oportunidades – Da equipe inicial de nove pessoas, hoje a organização é constituída por noventa e três colaboradores que trabalham diariamente para que o crédito possa chegar aos empreendedores que mais precisam. Nestes três anos, foram mais de 7 mil concessões de microcrédito produtivo e orientado, o que perfaz R$ 34,5 milhões de reais já emprestados, gerando e mantendo 11.148 empregos. Isto é a demonstração que o investimento no empreendedor contribui diretamente para a geração de emprego e renda e o desenvolvimento do seu entorno.

“Nestes três anos de Juriti temos muitas conquistas e superação de desafios a comemorar, desenvolvendo novos negócios e mercados, além de favorecer mais de 6 mil pessoas. Mas vivemos atualmente um momento de reflexão, já que o governo federal vem tomando novas medidas no setor do microcrédito”, conta Mário Livramento, diretor de operações da Juriti Microfinanças.

Esta é também a opinião de Altemar Jucas de Castro Araújo, diretor financeiro do Grupo Juriti, que vê este como um período de oportunidades. “Comemoramos três ótimos anos de expansão e abertura de novos negócios. Estamos em alerta para continuar no mesmo ritmo diante das novas medidas do governo federal e empenhados em favorecer outros cidadãos brasileiros em seus negócios”, conclui.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=172862

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Tocantins: Ao entregar microcrédito, governador diz que não quer saber de propaganda e sim de dinheiro na mão do povo

O Governo do Estado entregou neste sábado, 20, os primeiros contratos do programa estadual de microcrédito para pessoas de baixa renda, comerciantes autônomos e pequenos empresários. A solenidade foi realizada na Escola Estadual Professora Maria dos Reis Alves Barros, no Jardim Taquari, em Palmas. Na oportunidade, o governador lembrou da responsabilidade do empreendedor na hora de aplicar o dinheiro.

Governador Siqueira Campos entrega microcrédito para moradora do Jardim Taquari

O governador Siqueira Campos(PSDB) entregou aos moradores do Jardim Taquari neste sábado, 20, os primeiros contratos do programa de microcrédito do Governo do Estado que realiza empréstimos de R$ 1 mil. Na oportunidade, o governador ressaltou a importância deste financiamento para o micro e pequeno empresário, e pediu para que a população aplique da melhor forma esse dinheiro em suas atividades profissionais.

“Eu não vou entregar esse cheque simbólico, esse checão, porque não quero saber de propaganda, quero saber do dinheiro na mão do povo”, disse Siqueira Campos durante o ato de entrega do primeiro cheque a uma moradora do Jardim Taquari, em Palmas.

O governador lembrou a importância deste incentivo financeiro à população, e pediu responsabilidade na hora do beneficiado aplicar o dinheiro. “Esse microcrédito é para que as pessoas fortaleçam suas atividades profissionais. Eu quero que vocês apliquem direito este investimento para que no futuro esses mil reais se multipliquem e que vocês consigam uma renda melhor para suas famílias”, enfatizou Siqueira Campos.

A senadora Kátia Abreu (DEM) também se pronunciou no evento e lembrou de projetos na área do desenvolvimento social do primeiro governo de Siqueira Campos. “Em 2006 um cidadão de Bangladesh, um país distante do Brasil, recebeu o prêmio Nobel da Paz por criar um programa de microcrédito para pessoas carentes. O que o mundo não sabe é que Siqueira Campos jpa fez isso há muito tempo atrás os Pioneiros Mirins, em seu primeiro governo. O Tocantins deve muito a este governador”, diz.

É importante lembrar que os beneficiários do programa estadual de microcrédito devem efetuar o saque na Caixa Econômica Federal a partir desta segunda-feira, 22, portando documentos pessoais e o contrato do empréstimo. A meta é beneficiar 50 mil famílias, sendo que as pessoas que receberem o benefício terão um prazo de dois anos para pagarem a dívida com juros reduzidos ao banco.

Fonte: http://robertatum.com.br/noticia/ao-entregar-microcredito-governador-diz-que-nao-quer-saber-de-propaganda-e-sim-de-dinheiro-na-mao-do-povo/14728

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Badesc libera R$ 2 milhões para Juriti realizar microcrédito

BADESC libera mais R$ 2 milhões para microcrédito
22/08/2011
A Juriti Microfinanças é a organização que receberá o montante, e tratará de repassar aos empreendedores

Na segunda-feira, dia 22, o presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina – BADESC, Nelson Santiago, irá visitar a sede da Juriti Microfinanças, em Jaraguá do Sul, para assinatura de contrato de financiamento no valor de R$ 2 milhões para ser aplicado em créditos para empreendedores de micro e pequenos negócios.

Este é o segundo financiamento que o BADESC concede à Juriti. O primeiro aconteceu em novembro de 2009, o que gerou e manteve 1.304 empregos e representou 1.218 operações de microcrédito. A costureira, Lourdes Regina de Freitas, residente na cidade de Joinville, é uma das empreendedoras que foi beneficiada por essa parceria. Obteve seu primeiro crédito para agregar mais uma máquina de costura à sua confecção, e hoje já está com um novo crédito, de capital de giro, para ampliar o seu local de trabalho.

Além do presidente, também visitam a Juriti o Diretor Administrativo e Financeiro, Olívio Karasek Rocha, e representantes da área de informática do BADESC. O objetivo é conhecer o Sistema utilizado pela Juriti que permite integração de informação das nove unidades espalhadas pelos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Mais oferta de crédito
Para poder oferecer crédito para mais empreendedores, a diretoria da Juriti esteve presente no lançamento do Programa Gaúcho de Microcrédito. Em reunião com a diretoria do Banrisul e secretário Maurício Dziedricki, da Secretaria de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (SESAMPE), condições foram negociadas para que a Juriti possa integrar a expansão do alcance do Programa Gaúcho, uma vez que já possui quatro agências no estado.

No total, a Juriti Microfinanças, em seus quase 3 anos de existência, já realizou 5.897 operações de microcrédito produtivo e orientado, sendo mais de R$ 50 milhões aplicados no desenvolvimento de empreendimentos da região sul do país.

Fonte: http://www.juriti.net/index.php?pagina=noticias_detalhes&id=173

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Casa do Empreendedor de Londrina instala sua página no Blog do Microcrédito

A Casa do Empreendedor, de Londrina, que já realizou mais de 17 mil atendimentos de microcrédito, tendo liberado mais de 57 milhões de reais desde sua fundação, foi a quarta organização a criar sua página institucional no Blog do Microcrédito.

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Banco Palmas defende correspondentes bancários

Fortaleza, 03 de agosto de 2011.

Exmo. Senhor Deputado Federal Ricardo Berzoini (PT-SP)
Autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 214/2011

Exmo. Senhor
Deputado Federal Rui Costa (PT-BA)
Relator do projeto

Exmo. Senhor
Deputado Federal Cláudio Puty (PT-PA)
Presidente da Comissão de Finanças e Tributação

Prezados Deputados,

Em 1973, na cidade de Fortaleza-Ce, a Prefeitura Municipal fez um despejo na orla marítima e expulsou 1.000 famílias para uma área completamente pantanosa, distante 22 km da beira mar. A população foi transportada em caçambas e as alojou em barracas de lona, fazendo surgir uma das maiores e mais brutais favelas de nossa cidade: o Conjunto Palmeira. Através de nossa Associação de Moradores, durante 25 anos, urbanizamos o Conjunto Palmeira em regime de mutirão. Em 1998, criamos um projeto de economia solidária, ao qual denominamos Banco Palmas, que hoje funciona com o marco legal de uma OSCIP de Microcrédito.

O Banco Palmas oxigenou um circuito econômico na comunidade que elevou a renda e as condições de vida dos moradores. Descobrimos que não éramos pobres, e sim, nos empobrecíamos porque tudo que comprávamos vinha de fora, fazendo com que perdêssemos nossas poupanças internas. A tecnologia social criada pelo Banco Palmas no Conjunto Palmeira consistiu em fazer o dinheiro circular na própria comunidade, criando uma rede de produção e consumo local.

Desde 2006, a Secretaria Nacional de Economia Solidaria do Ministério do Trabalho, dentre outros, tem nos apoiado para levarmos essa experiência para outros bairros e municípios de baixa renda. Hoje somos 62 Bancos Comunitários em 10 estados do Brasil.

Contudo, e esse é o motivo de minha carta, um fator determinante para termos alcançado tantos resultados no Conjunto Palmeira, foi o fato de em 2005 termos implantado um correspondente bancário no Banco Palmas, inicialmente com o Banco do Brasil e em seguida também com a Caixa Econômica Federal. Os moradores receberem no próprio bairro seus salários, as suas aposentadorias, os benefícios sociais – inclusive o Bolsa Família, combinado com uma politica de acesso a crédito e bancarização, educação e mobilização social, ajudou de forma decisiva no desenvolvimento do comércio local e no surgimento de novos empreendimentos, gerando emprego e renda que promovem a superação da pobreza.

Em julho desse ano, realizamos 22.000 operações no correspondente bancário implantado no Banco Palmas, atendendo, em media, 4.000 famílias. A Agência Bancária mais perto de nossa periferia está a 6 km, é superlotada, o transporte é caro, o risco de assalto no translado é considerável, o tempo gasto entre sair e voltar pra casa é superior a um expediente de trabalho. O Banco Palmas para os moradores do Conjunto Palmeira é quase como um templo sagrado, uma extensão de sua casa pela relação de proximidade e de acolhimento, pela comodidade e melhoria na qualidade de vida que ele oferece aos moradores.

Poderia eu falar de outros bancos comunitários que temos espalhados nos grotões desse Brasil. Da Ilha do Marajó na Amazônia às periferias de São Paulo. Mas, para não ficar apenas no Banco Palmas, falo também do Banco Comunitário dos Cocais na pequena São João do Arraial, encravada na região das quebradeiras de Coco no interior do Piauí, distante 36 quilômetros de uma agência bancária. La, o povo e o Prefeito, mudaram o município a partir do momento que criaram o banco comunitário com um sistema financeiro local, impossível de fazê-lo sem a presença de um correspondente bancário que possibilitasse pagar o funcionalismo público e realizar transações financeiras no próprio município.

Bem sabemos que os Bancos (públicos e privados) não possuem vocação para se instalarem em pequenos territórios de baixa renda. Eles têm uma meta de lucro a ser alcançada que são incompatíveis com a instalação de agências em distritos, assentamentos, comunidades quilombolas, nas comunidades ribeirinhas, nas favelas, nas distantes periferias urbanas. É preciso uma outra ferramenta bancária com capilaridade para chegar nesses territórios.

Tenho lido pela internet sobre o Projeto de Decreto Legislativo 214/2011 que busca limitar a expansão e ação dos correspondentes bancários. Pondero para a necessidade de refletirmos sobre a fundamental importância dos correspondentes diante da situação em que se encontra o povo brasileiro quanto ao acesso a Agências Bancárias. Na atual conjuntura, se retroagirmos com a lei dos correspondentes, os Bancos simplesmente se adaptarão as novas regras, ficando o sofrimento para milhões de brasileiros, exatamente os mais pobres, que vivem em comunidades, favelas e distritos descriminados econômica e geograficamente.

Temo corremos o risco de “matar o boi para tirar o carrapato”, como se diz aqui no nordeste. O momento que o Brasil vive, pautado na extraordinária tarefa determinada pela Presidenta Dilma de superação da miséria, exige que não nos conformemos enquanto existir uma única região (ou território, comunidade) sem acesso a serviços financeiros e bancários, condição indispensável para seu desenvolvimento econômico. Vamos focar nossa energia para corrigir todas as distorções, possíveis equívocos ou falhas existentes na ação dos correspondentes bancários, mas, na perspectiva de reforçá-los e ampliá-los para garantir a inclusão de todos os brasileiros e brasileiras.

Escrevo para dar meu testemunho, cumprir o meu dever enquanto cidadão e militante popular comprometido com nossa gente.

Cordialmente,

João Joaquim de Melo Neto Segundo

Coordenador do Instituto Palmas

03/08/2011

Fonte: http://www.bancopalmas.org.br/oktiva.net/1235/nota/161474

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