Impacto Social

A temática do impacto social do microcrédito, das microfinanças e das finanças solidárias tem atualidade cada vez maior.

O microcrédito é apontado como uma importante ferramenta para a redução da pobreza no mundo. As cifras indicam que entre 1997 e 2005, Ano Internacional do Microcrédito, as organizações de microcrédito, em todo o mundo, conseguiram ampliar o número de atendidos de 13 para 92 milhões de pessoas, um crescimento sem dúvida muito expressivo.

Apesar disso, na própria campanha internacional pelo cumprimento das chamadas Metas do Milênio, a exclusão financeira não é apontada como um dos indicadores de pobreza!

No Brasil, os levantamentos mais recentes demonstram que houve uma importante melhoria nas condições de vida das populações de mais baixa renda, principalmente determinadas pela implantação do programa Bolsa Família, pela elevação nominal e absoluta do salário mínimo e pela expansão de diversas outras políticas sociais do governo federal.

O próprio microcrédito, apesar de todos os limites verificados, de todos os entraves contra quais o setor tem se debatido ao longo dos últimos anos, revela uma forte expansão, quando observamos em recorte histórico.

Em 2002, o número de empreendedores atendidos com financiamentos de microcrédito, girava em torno de 150 mil pessoas.

No final de 2007, este número já havia crescido para cerca de 400 mil pessoas.

Em junho de 2009, o total de clientes ativos relacionados pelas organizações de microcrédito habilitadas ao PNMPO já ultrapassava 700 mil pessoas.

Na medida em que cresce rapidamente o número de pessoas atendidas pelo microcrédito, torna-se mais importante examinar os resultados que estão gerados na vida concreta das pessoas atendidas e nas atividades econômicas por elas desempenhadas.

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