BB quer chegar a todas as cidades do País até 2015

Autor(es): Edna Simão
O Estado de S. Paulo – 07/02/2011

O Banco do Brasil (BB) pretende fortalecer sua atuação para ficar mais próximo da população de menor renda. Para isso, estabeleceu a meta de ter agências bancárias em todos os municípios brasileiros em, no máximo, cinco anos. “A ideia é estar presente em todos os municípios entre 2014 e 2015″, afirmou o presidente do BB, Aldemir Bendine.

Para atingir esse objetivo, a instituição financeira vai investir em um novo conceito de atendimento bancário. Trata-se das “agências complementares”, que vão atuar em conjunto com os correspondentes bancários. Dessa forma, será possível oferecer outros serviços para o cliente. Um funcionário do BB vai trabalhar dentro do estabelecimento onde funciona o corresponde bancário ou nas proximidades. A primeira agência complementar foi inaugurada no segundo semestre do ano passado, em São Paulo.

Segundo Bendine, essa foi a saída encontrada para estar presente onde não há escala suficiente para abertura de uma agência bancária, que tem custo de instalação bastante elevado. Para viabilizar o projeto, o banco pretende contratar cerca de 5 mil funcionários em 2011. Ainda neste ano, o banco prevê investir R$ 1 bilhão com a abertura de 600 novas agências e postos de atendimento em todo o País – sendo 250 complementares, 250 tradicionais e 100 postos de atendimento.

No setor, uma das maneiras de aumentar a clientela é investir na bancarização da baixa renda. Levantamento recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 39,5% dos brasileiros não têm conta bancária. O Nordeste lidera o ranking das regiões onde há o maior número de brasileiros sem serviços bancários, com 52,5% da população.

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/7/bb-quer-chegar-a-todas-as-cidades-do-pais-ate-2015

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Banco Postal desperta apetite dos ”bancões”

Analista calcula que contrato deve ficar pelo menos duas vezes acima dos R$ 200 milhões pagos em 2001

Autor(es): Edna Simão e Karla Mendes
O Estado de S. Paulo – 07/02/2011

O leilão do banco postal deve agitar o mercado neste ano e ajudar os Correios a melhorar a rentabilidade paga pelo Bradesco pela prestação de serviços. A expectativa do presidente da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Wagner Pinheiro, é deixar a licitação pronta até junho, pois o contrato com o Bradesco termina em 31 de dezembro.

Em análise preliminar, o analista de bancos da consultoria Lopes Filho&Associados, João Augusto Salles, calcula que o valor do Banco Postal deve ficar, pelo menos, duas vezes acima dos R$ 200 milhões pagos em 2001. O uso exclusivo de mais de seis mil agências do Banco Postal, distribuídas em todos os municípios brasileiros, é um dos principais pontos para atrair o interesse de instituições financeiras.

Instituições como Santander, Itaú, HSBC e Banco do Brasil estão vendo no público de menor renda uma forma de alavancar os negócios no País. Mas tudo vai depender, no entanto, das exigências que serão colocadas no edital e de quanto o Bradesco vai aceitar pagar pelo negócio.

Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal está nas mãos do Bradesco, que pagou R$ 200 milhões em 2001 pelo serviço. Além disso, a instituição financeira ainda desembolsa algo em torno de R$ 340 milhões ao ano pela participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do banco postal.

A valorização do Banco Postal, que pode ficar pelo menos duas vezes acima do que foi pago há 10 anos, se deve ao fato de que os bancos não têm mais como crescer adquirindo ou se fundindo a outras instituições. Além do mais, ele se tornou um instrumento importante para a bancarização da população mais carente.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 39,5% dos brasileiros não têm conta bancária. Em 2002, quando o Bradesco começou a atuar no negócio, existiam 2.500 agências e em 2009 esse número atingiu 6.194. No caso das transações, eram R$ 13,4 milhões em 2002 e, segundo dados estimados para 2008, esse montante chegaria a R$ 665,7 milhões. Em dezembro do ano passado, o Bradesco ainda comemorou a abertura de 10 milhões de contas em Banco Postal. O Bradesco preferiu não comentar sobre o leilão do Banco Postal.

Dúvidas. Apesar de ser visto como um bom negócio, analistas de mercado ainda têm dúvidas sobre se o leilão será disputado ou não. Isso porque, o Bradesco vai jogar pesado para manter o negócio, o que pode inflar os preços. Além disso, pode custar caro para outro banco implementar todo o sistema para abertura de contas no banco postal.

Hoje esse conhecimento é todo do Bradesco, que poderá usar isso na negociação de preço. Para o analista de bancos da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu, o Banco Postal é um canal de distribuição interessante. Ele é importante para a instituição financeira conhecer a economia local e mapear locais onde seria lucrativo abrir postos avançados de atendimento.

Se, para as instituições financeiras, o Banco Postal é um bom negócio, para os Correios também. O custo que a estatal tem para levar a seus cofres uma receita de R$ 300 milhões por ano é de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, no máximo. “O Bradesco ganha, com certeza, mais de R$ 1 bilhão por ano, a custo praticamente zero”, disse uma fonte.

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/7/banco-postal-desperta-apetite-dos-bancoes

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Mais de 39% dos brasileiros não têm conta bancária, diz Ipea

Porcentagem é ainda maior na região Nordeste, com 52,6% da população fora do sistema bancário; no Sul, parcela cai para 30%

11 de janeiro de 2011 | 15h 30

Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios

SÃO PAULO – Uma expressiva parcela da população brasileira ainda permanece excluída do sistema bancário. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira, 11, aponta que 39,5% dos brasileiros não possuem conta em banco. A porcentagem é ainda maior na região Nordeste: 52,6%. No outro extremo, aparece a região Sul, com 30% da população sem acesso a bancos.

Segundo o estudo, as mulheres constituem a maior parte da população fora da rede destas instituições financeiras. Atualmente, 55,5% das mulheres do País possuem conta, ante 66% dos homens. A população jovem, por outro lado, está tendo acesso mais cedo aos serviços dos bancos, enquanto os maiores de 45 anos tiveram um avanço menor. Dos entrevistados entre 18 e 24 anos, 51,9% declararam posse de conta, sendo que apenas 11,8% deles têm esta conta há mais de cinco anos.

Dos brasileiros excluídos do sistema bancário, 40,6% desejam ter uma conta e 26,6% acreditam ter condições financeiras necessárias e atrativas para as instituições. O porcentual daqueles que almejam possuir uma conta é maior nas seguintes faixas da população: mulheres jovens (com menos de 24 anos), pessoas com ensino fundamental completo, pessoas com renda de até dois salários mínimos mensais e residentes nas regiões Norte e Nordeste.

Como o brasileiro escolhe seu banco?

A motivação para a escolha da instituição financeira tem características regionais bem definidas, segundo o estudo. A influência da empresa onde o cidadão trabalha é a única exceção, já que é fator decisivo em todas as partes do País, com destaque para o Sudeste.

A tradição no relacionamento com o banco, pessoal ou familiar, tem grande relevância na região Sul, sendo seu valor quase o dobro do índice nacional. Já a confiança na instituição tem maior importância nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A localização do banco, por sua vez, tem peso destacado no Sudeste e a falta de alternativas, no Norte.

Homens dão maior importância ao crédito

A compreensão sobre a principal função de um banco, outro aspecto abordado na pesquisa, também apresenta diferenças regionais. No Sudeste e Sul, há uma menor percepção da relevância da concessão de crédito em comparação com o resultado nacional. Já nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Nordeste e Norte, os entrevistados atribuem uma maior importância à essa atividade.

Na divisão por sexo, o estudo mostra que os homens dão maior importância ao crédito do que as mulheres (5,4% e 3,6%, respectivamente). O público feminino, por outro lado, se mostra mais interessado nos produtos e serviços oferecidos pelos bancos, com 31,4% contra 24,4% dos homens.

Para a elaboração do indicador, o Ipea ouviu 2.770 brasileiros em todos os Estados do País. A margem máxima de erro por região é de 5%.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+setor-financeiro,mais-de-39-dos-brasileiros-nao-tem-conta-bancaria–diz-ipea,not_50563,0.htm

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Presidente Lula participará de fórum de inclusão financeira em Brasília

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central confirmou hoje (12) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do 2º Fórum sobre Inclusão Financeira, de quarta (17) a sexta-feira (19) da próxima semana, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital federal.

A abertura do encontro está prevista para as 14h da próxima quarta-feira. O presidente da República participará do painel Inclusão Financeira no Governo Lula, marcado para as 16h30 do mesmo dia. A apresentação será feita pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.

O 1º Fórum sobre Inclusão Financeira, realizado em novembro do ano passado, em Salvador, constatou que a base de um sistema financeiro sólido está nos pequenos depósitos e empréstimos, como mostrou o processo de ampliação do número de clientes no sistema financeiro, conhecido como bancarização, puxado pelos bancos públicos; principalmente depois da crise financeira internacional de setembro de 2008.

Daí a necessidade de atenção especial à educação financeira para que empreendedores e microempresas saibam gerir os próprios negócios do ponto de vista da competitividade e da sustentabilidade. A inclusão financeira ocorre, portanto, quando essa educação se dá em sintonia com os objetivos de promoção do desenvolvimento local e do interesse público, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia1;jsessionid=C41D48DB2673F551B10D2543420283CB?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1101514

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Limite de depósitos para conta simplificada sobe para R$ 2 mil

Governo dobra o teto para volume de depósitos mensais para as contas correntes especiais, isentas de tarifa e sem talão de cheques

Nelson Rocco, iG São Paulo | 22/06/2010 18:34

O governo alterou os limites de depósito e de movimentação para as contas bancárias simplificadas. Em reunião realizada hoje, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar de R$ 1 mil para R$ 2 mil a soma de depósitos realizados nessas contas a cada mês para que mantenham a categoria de contas especiais de depósito à vista, segundo comunicado do Banco Central.

As contas simplificadas são isentas de tarifas, mas têm limites em relação aos serviços bancários. O correntista não deve pagar nada para a abertura e movimentação da conta, mas tem direito a fazer apenas quatro saques e quatro depósitos mensais, e a retirar quatro extratos também. Esse tipo de conta não dá direito a talões de cheques. Caso o correntista necessite, pode requerer uma folha avulsa na agência bancária.

Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) existiam no País 9,87 milhões de contas correntes simplificadas no final de 2008. O BC afirma que são 5,7 milhões.

O CMN elevou para R$ 5 mil o valor teto para bloqueio da conta. Antes, se o correntista tivesse, em determinado mês, valor superior a R$ 3 mil, independentemente da quantidade de excessos do saldo ou da soma dos depósitos verificada em cada período de um ano da conta, ela ficaria bloqueada. O correntista só pode pedir o desbloqueio uma vez. Se for bloqueada novamente, tem de encerrá-la e abrir uma conta normal.

Segundo o Banco Central, as contas especiais foram regulamentadas pela resolução 3.211, de 2004, e visam ampliar o acesso da população de baixa renda aos serviços bancários. “Quando a resolução que regulamenta a conta simplificada foi aprovada, o salário mínimo do País era de R$ 260,00. Hoje, está em R$ 510,00, o que justifica a necessidade de atualização dos limites estabelecidos para as contas especiais”, afirma o comunicado do BC com o voto do CMN.

Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/seudinheiro/limite+de+depositos+para+conta+simplificada+sobe+para+r+2+mil/n1237675419983.html

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Banco pelo celular, alternativa de bancarização para a população de baixa renda

Esse será um dos temas abordados no Mobile Money Summit, que acontece nos próximos dias 25 e 26 de maio no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro

Eis um dos temas mais candentes no universo das microfinanças na atualidade, o Mobile Banking. É uma discussão estratégica que as organizações brasileiras de microcrédito precisam fazer.

Qui, 20 de Maio de 2010
Tatiana Cantoni
NOTÍCIAS – Info & Ti

Nos países emergentes, cerca de 1 bilhão de pessoas têm celular mas não são correntistas de um banco. Esse dado consta do relatório anual 2009 do Programa MMU – Mobile Money for Unbanked, criado pela Associação GSM –- entidade global que representa cerca de 800 operadoras de telefonia móvel em 218 países e territórios -– com apoio da Fundação Gates e do Banco Mundial.

O objetivo do programa, que envolve operadoras móveis de países em desenvolvimento, bancos, instituições de microcrédito, governos, agências de desenvolvimento e o setor privado, é promover a bancarização da população de baixa renda por meio do banco móvel. E a meta é atender, até 2012, a 20 milhões de “desbancarizados”, especialmente pessoas com rendimentos inferiores a US$ 2 por dia.

Segundo o relatório do Programa MMU, já existem cerca de 120 iniciativas de operadoras móveis ao redor do mundo relacionados a projetos de bancarização para a população de baixa renda. Uma das experiências mais bem-sucedidas é o serviço M-Pesa, da Safaricom, no Quênia, que possui mais de 6 milhões de usuários e responde por mais de 4% da receita total da operadora. São bem conhecidas, também, experiências no Cambodja, Tailândia e Tanzânia.

No Brasil, a Oi Paggo foi criada com a proposta de ampliar a bancarização da população de baixa renda. E, nesta semana, ao anunciar parceria com a Vivo, o Bradesco argumentou que o objetivo era atingir os cerca de 50 milhões de usuários móveis que não têm conta bancária.

Durante o Mobile Money Summit, Gavin Krugel, diretor global de Mobile Money da GSMA, estará disponível para falar sobre esse tema com os jornalistas, assim como executivos de operadoras e de instituições financeiras, como o Banco Mundial.

Sobre a GSMA

A Associação GSM – GSMA representa os interesses da indústria mundial de comunicações móveis. Abrangendo 219 países, une cerca de 800 operadoras de telefonia móvel do mundo todo e mais de 200 empresas do amplo ecossistema móvel, incluindo fabricantes de celulares, empresas de software, fornecedores de equipamentos, companhias de Internet, mídia e organizações de entretenimento. A GSMA está focada em inovação, incubação e criação de novas oportunidades para seus membros, todos com o objetivo final de conduzir o crescimento da indústria de comunicações móveis.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10100:banco-pelo-celular-alternativa-de-bancarizacao-para-a-populacao-de-baixa-renda-&catid=48:cat-info-ti&Itemid=329
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