Desembolso do BNDES para microcrédito até agosto soma R$ 50,4 milhões

Valor Online

RIO – Os desembolsos do Programa BNDES de Microcrédito até agosto deste ano alcançaram R$ 50,4 milhões, o equivalente a 87% do total desembolsado no ano passado inteiro, quando atingiram R$ 58,1 milhões.

Em 2009 o programa desembolsou R$ 19,5 milhões e em 2008, R$ 23,4 milhões. Em março deste ano a diretoria do banco estatal elevou a dotação do programa de R$ 250 milhões para R$ 450 milhões. O BNDES Microcrédito tem vigência até 31 de dezembro de 2012.

Os recursos do BNDES para microcrédito são repassado por meio de agentes credenciados que podem ser agências de fomento, bancos públicos, cooperativas singulares de crédito, sociedades de crédito ao microempreendedor (SCM), bancos cooperativos e outras instituições. O programa é destinado a empreendedores de pequeno porte, pessoas físicas e jurídicas, com receita bruta anual de, no máximo, R$ 240 mil.

Na semana passada foi inaugurado o Banco Comunitário da favela carioca de Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, que vai operar com recursos do BNDES.

(Chico Santos | Valor)

Fonte: jornal Extra

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Microcrédito em Alagoas recebe empréstimo de R$ 5 milhões do BNDES

BNDES libera empréstimo de R$ 5 milhões para operações de microcrédito

O ato acontece durante a solenidade com os contemplados pelo I Edital de Apoio a Projetos de Desenvolvimento

12/08/2011 17:38
Ascom/Seplande

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai assinar com a Agência de Fomento de Alagoas (AFAL) um contrato de empréstimo no valor de R$ 5 milhões para operações de microcrédito produtivo. O ato acontece durante a solenidade com os contemplados pelo I Edital de Apoio a Projetos de Desenvolvimento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Baixa Renda, segunda-feira (15) às 10h, no Palácio República dos Palmares.

Segundo o presidente da agência de fomento, Antonio Carlos Quintiliano, o aporte desses recursos por parte do BNDES, além de possibilitar o aumento de recursos para as operações de microcrédito produtivo, estreita a parceria da agência com o banco. “Trata-se de mais uma prova da aposta do BNDES nos programas que apóiam a inserção produtiva e a erradicação da pobreza extrema em Alagoas”, afirma.

Além da presença do governador Teotonio Vilela e do secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, o evento contará com a participação do representante do BNDES, Dalmo Hiroshi Fujita, gerente de Economia Solidária.

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/08/12/bndes-libera-emprestimo-de-r-5-milhoes-para-operacoes-de-microcredito

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Empréstimos do BNDES para microcrédito chegam a R$ 140 milhões e superam, em junho, a meta do ano

por Secom em 22/06/2011 20:40hs

Fortalecimento de cooperativas é uma das ações para ampliar a oferta de apoio a micro-empreendedores

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerá cursos de formação de agentes de crédito como parte do programa para fortalecer as entidades de microcrédito. “Para ampliar o microcrédito é preciso ter instituições mais sólidas na ponta”, afirmou em entrevista ao EQ o gerente do Departamento de Economia Solidária da Área Social do BNDES, Guilherme Montoro. O banco conseguiu superar suas metas de ampliação da carteira de microcrédito. Em 2010 os empréstimos somaram R$ 80 milhões. Para este ano a meta era de R$ 120 milhões, mas neste mês o valor da carteira já superou R$ 140 milhões. A nova previsão é chegar a R$ 160 milhões até o final deste ano.

No passado, o BNDES lançou editais para fomentar as instituições de microcrédito com recursos a fundo perdido para a compra de equipamentos, tecnologia de informação e outros bens. Segundo Montoro, a política do banco agora é oferecer apoio de forma horizontal, com ações que possam beneficiar grande parte das entidades do setor. “No próximo semestre vamos oferecer aulas à distância, que é uma forma de poder atender a um público maior do que aulas presenciais”, comenta Montoro. O conteúdo, acertado com lideranças das entidades, mescla disciplinas financeiras e de administração de empresas.

O BNDES opera com a modalidade desde 1996, quando surgiram muitas entidades de microcrédito. “A mortalidade foi muito alta, algumas eram ligadas a prefeituras e não resistiam à troca dos prefeitos”, conta Montoro. Por isso o foco atual em fortalecer as instituições para garantir o aumento da oferta. Das 40 entidades que recebem crédito do BNDES para compor fundos para empréstimos a microempreendedores, 26 são Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Cooperativas – Além do microcrédito, as Cooperativas de Crédito contam com o Procapcred para constituir fundos para empréstimo solidário com recursos do BNDES. Desde a criação do programa, em junho 2006, até abril de 2011, foram liberados cerca de R$ 794 milhões. Passando de R$ 39 milhões em 2006; para R$ 238,2 milhões, em 2007; e R$ 339,8 milhões em 2009. A média mensal de liberações, entre 2006 e abril de 2011, é de R$ 16,9 milhões. O programa realizou 146.075 operações até abril deste ano.

Mudanças facilitam acesso ao BNDES Microcrédito

O primeiro passo para elevar a carteira foi obtido com a mudança nas regras no ano passado. O Programa BNDES Microcrédito diminuiu o valor mínimo de financiamento para agentes repassadores de primeiro piso – aqueles que emprestam diretamente ao microempreendedor – reduzido de R$ 1 milhão para R$ 500 mil, o que credenciou maior número de instituições a se tornarem repassadoras, aumentando o alcance do programa.

Para garantir mais estabilidade e segurança na oferta de crédito aos agentes repassadores, o prazo de carência foi ampliado de 24 meses para 36 meses, no caso de operações de primeiro piso; e para 60 meses nas operações de segundo piso – em que instituições de crédito de maior porte (cooperativas centrais, bancos cooperativos ou comerciais e agências de fomento), repassam recursos a instituições credenciadas a oferecer microcrédito ao tomador final.

Outra medida foi a simplificação dos procedimentos internos, a fim de reduzir o tempo entre o pedido de financiamento e a liberação de recursos. Além disso, foram implementadas melhorias na metodologia e análise de risco de crédito das instituições repassadoras. As instituições foram autorizadas a aumentar seu endividamento e com isso oferecer mais recursos a mais tomadores. Isso aumenta a base de carteira e expande o alcance do Programa BNDES Microcrédito. As taxas permaneceram as mesmas, com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1,5% ao ano para as instituições do primeiro piso; e somente a TJLP para os de segundo. www.bndes.gov.br

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Microcrédito de Maringá negocia apoio do BNDES

A Maringá Crédito Solidário, conhecida como banco do povo, OSCIP de microcrédito que atua na cidade de Maringá-Pr. e região, recebeu na último dia 05 de abril uma comitiva do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A visita aconteceu por conta de negociação para novo empréstimo proposto pela OSCIP no valor de R$ 1.400.000,00, com a finalidade de compor seu funding. A negociação segue firme e o contrato deve ser assinado nos próximos dias.

Ações como essa são de grande importância para a economia regional, pois fomenta os pequenos negócios, que são comprovadamente grandes geradores de emprego e renda. Vale salientar que a região, bem como todo o estado do Paraná é carente de instituições que financiem os pequenos, excluídos do sistema bancário tradicional.

Na ocasião, prestigiando a instituição local, se fez presente na reunião a Casa do Empreendedor de Londrina, OSCIP de microcrédito localizada a 110 km de Maringá. Estiveram presentes os Presidentes da Diretoria Executiva, Presidente do Conselho de Administração e os tres gerentes da instituição, para uma conversa informal com o BNDES, já que também têm operações com essa instituição de fomento, além de virem também demonstrar apoio e solidariedade à Maringá Crédito Solidário, transmitindo ao BNDES sua confiança e respeito à instituição irmã.

Fonte: Leila Castelani, gerente administrativa e financeira do Banco do Povo de Maringá, Maringá Crédito Solidário

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Construindo a história do microcrédito no Brasil

A seguir, publico uma matéria do jornal Valor Econômico, de novembro de 2006. É uma reportagem sobre o papel do BNDES no desenvolvimento da indústria do microcrédito no Brasil.

O texto ganha importância não apenas pelo registro dos momentos históricos que o setor vivenciou no país, mas no momento atual também, uma vez que o BNDES está sendo atacado quase diariamente por um setor da imprensa por estar cumprindo, desde a crise internacional que eclodiu com a quebra dos bancos americanos, em outubro de 2008.

O governo brasileiro reagiu prontamente, utilizando-se do BNDES para suprir o mercado com o crédito que se reprimiu por completo no setor privado e nos anos seguintes injetou R$ 180 bilhões no banco de desenvolvimento, garantindo a continuidade dos projetos de expansão da economia brasileira.

BNDES expande microcrédito e procura fortalecer distribuição

BNDES expande microcrédito e procura fortalecer distribuição

Vera Saavedra Durão
22/11/2006

O BNDES prevê desembolsar até o final do ano R$ 41 milhões para o microcrédito. É a maior quantia liberada pelo banco para essa finalidade desde que foi criado, informou ao Valor o diretor da área social da instituição de fomento, Élvio Gaspar. Em 2003, o banco não emprestou nada para o microcrédito, vindo a fazê-lo a partir de 2004, quando reavaliou critérios para esse tipo de operação.

Daqui para a frente, a idéia do BNDES é passar a atuar como repassador de “terceiro piso” para agentes de microcrédito que trabalhem com instituições que tenham acesso a redes pulverizadas de pequenos tomadores. No “terceiro piso”, o banco repassa os recursos para instituições que os distribuem por uma rede pulverizada de agentes, antes de o dinheiro chegar ao tomador final. Hoje, o banco atua como repassador de “segundo piso” (para instituições que fazem o contato direto com o tomador final). O assunto está em discussão no governo federal.

Dentro dessa nova política em gestação, a área social do banco vai começar ainda este mês a credenciar cooperativas centrais de crédito como agentes de microcrédito. Atualmente, apenas três, de um universo de 39 cooperativas de crédito, estão credenciadas junto ao banco: Cresol, Cresol Baser e a Bansicredi.

Gaspar considera essas instituições mais robustas e sólidas que as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). E estão mais aptas a se credenciarem como agentes, já que o banco tornou mais rígidas as normas de credenciamento para evitar inadimplência e desvio desses recursos.

Agora, o agente de microcrédito tem de ser capaz de tomar no mínimo R$ 1 milhão no BNDES e passar em média R$ 1 mil para o tomador final. Também tem que apresentar um exigível sobre seu patrimônio líquido (PL) de até três, ou seja, se o PL dele tem de ser de R$ 333 mil, se não tiver nenhuma dívida. O custo do dinheiro que o BNDES repassa o microcrédito é de de TJLP mais 1,5% ou 8,35% ao ano para Oscips. Para cooperativas centrais de crédito (de segundo piso) será cobrada TJLP pura, sem juro. O custo para o tomador final é de até 4% ao ano, como define o conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O diretor adiantou que a área social está preparada para ampliar o credenciamento a novos agentes. Além de elevar o limite mínimo de recursos a ser tomado, seus técnicos desenvolveram critérios próprios para credenciar os agentes de microcrédito, chegando a criar um “rating social” para eles.

As notas de risco dos agentes do microcrédito são fixadas com base num casamento da metodologia de risco tradicional definida pela área financeira do BNDES com base em regras do Banco Central (notas de A a H) e mais o risco específico derivado da qualidade da gestão da carteira de microcrédito.

Se conseguir o “sinal verde” do governo para atuar como repassador de terceiro piso, o BNDES pretende acelerar no microcrédito, avisou Gaspar. Segundo ele, a área social já ranqueou o sistema de agentes potenciais que poderiam contar com recursos do banco. “Existem pelo menos 750 agentes potenciais. Além das cooperativas centrais, há cooperativas singulares (rurais, patronais, de profissionais liberais, dentre outras).”

Para Gaspar, o problema é que o BNDES não tem pernas para pulverizar suas ações, como os bancos que têm agências. Por isso, está discutindo qual seu papel no microcrédito e defendendo ser tomador de terceiro piso, que vai lhe garantir mais capilaridade para distribuir recursos.

Na sua avaliação, já existem duas instituições financeiras oficiais que vêm atuando muito bem na indústria de microfinanças. A Caixa Econômica Federal “está conseguindo resolver o microcrédito não produtivo, voltado para pessoa física, ou o chamado ”empresta para quem precisa”. O BNB (Banco do Nordeste) é o grande banco do microcrédito produtivo. O banco faz o crédito amigo e é disparado o maior, inclusive em volume liberado para esta finalidade. Se a gente [BNDES] tem R$ 59 milhões contratados de microcrédito, o BNB tem R$ 200 milhões”, disse.

Nesse universo, ele considera que o BNDES tem um papel muito importante. “Nossa virtude está muito muito mais em fortalecer a indústria de microfinanças, suprir fundos para esta indústria, do que ser um operador na ponta”.

Gaspar prevê que, se conseguir pulverizar a distribuição de seus recursos junto aos agentes, os R$ 41 milhões a serem desembolsados este ano poderão gerar 800 mil novos negócios e 1,4 milhão de empregos novos e mantidos. Para 2007, a perspectiva do BNDES é destinar mais R$ 41 milhões ao microcrédito. Até outubro, a carteira do banco somou R$ 84 milhões, sendo R$ 59 milhões aprovados e contratados e R$ 25 milhões em análise e enquadrados.

Jornal Valor: 22/11/06

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Secretário da Fazenda da Bahia defende banco nacional do microcrédito

Extraído de: Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia – 8 horas atrás

Ao participar na última quarta-feira (14) de um workshop com técnicos de agências de fomento em Salvador, o Secretário da Fazenda, Carlos Martins – presidente do Conselho de Administração da Desenbahia – defendeu a criação de um banco nacional para o microcrédito porque “o BNDES não tem expertise nessa área fundamental para o desenvolvimento econômico-social e não cumpre esse papel”. Também propôs mais ações de capacitação para o microempreendedor e o combate à burocracia na área da microfinança.

A reunião com técnicos e dirigentes de agências de fomento de vários estados, promovida pela Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE), começou ontem no Golden Tulip Hotel, no Rio Vermelho e prossegue até amanhã (16). À sessão de abertura estiveram presentes o Secretário do Trabalho (SETRE), Nilton Vasconcelos, o diretor da ABDE, Marco Antônio Lima, o superintendente do SEBRAE/Bahia, Edival Passos, o diretor do SEBRAE nacional, João Silvário Junior e o presidente em exercício da Desenbahia, Marco Aurélio Felix Cohim, além de gestores do Banco Central, BNDES e Ministério do Trabalho.

Participaram da reunião representantes de 11 agências de fomento e bancos de desenvolvimento. O economista da Desenbahia, Vitor Lopes, expôs aos visitantes as características de forte concentração setorial e espacial da economia baiana. “O desafio é uma agência de fomento atuar num estado como a Bahia em que 57% do PIB se concentra em apenas 10 municípios, seis deles na Região Metropolitana de Salvador”.

O Gerente de Microfinanças da Desenbahia, Marcelo Mesquita, relatou como se deu o surgimento do Programa Estadual de Microcrédito – CrediBahia e o atual plano de expansão através de postos de atendimento em 170 cidades e o repasse de recursos para cooperativas de crédito no semiárido.

Segundo o superintendente da ABDE, Marco Antônio Lima, reuniões como a de Salvador já ocorreram em Santa Catarina e Espírito Santo. O objetivo é analisar com profundidade as experiências diferenciadas visando o fortalecimento e expansão dos programas de microcrédito dos estados. Edival Passos, do SEBRAE/BA, afirmou que o microcrédito precisa ser fortalecido para tirar os microempreendedores das mãos “dos agiotas das empresas de factory que emprestam dinheiro a 25% ao mês”.

* Com informações da Desenbahia

Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2283025/secretario-da-fazenda-defende-banco-nacional-do-microcredito

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