Micro e Pequena Empresa terá Secretaria vinculada à Presidência

Projeto de Lei que cria Secretaria de Micro e Pequena Empresa chega ao Congresso

Sexta-feira, 1 de abril de 2011 às 11:16 (Última atualização: 01/04/2011 às 12:56:14)

O governo encaminhou ontem (31/3) ao Congresso Nacional projeto de lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa com status de ministério subordinado à Presidência da República. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União que circulou ontem e, após ser processado na Câmara, recebeu número de PL 865.

Na exposição de motivos consta que “o principal objetivo da iniciativa é a criação, no âmbito da Presidência da República, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com competências relacionadas à formulação de políticas e diretrizes de apoio à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao segmento do artesanato”.

“Incumbirá à nova Secretaria tratar de temas como o cooperativismo e associativismo urbanos, a promoção do desenvolvimento de arranjos produtivos locais, programas de qualificação e extensão empresarial, e iniciativas para o aumento da participação das micro empresas nas exportações brasileiras e sua internacionalização”, diz o texto.

A exposição de motivos explica ainda que “no atual arranjo institucional da Administração, as políticas de apoio ao segmento das micro empresas e das empresas de pequeno porte são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que conta com reduzida estrutura dedicada ao tema”. Além disso, segue, há projetos desenvolvidos por diversos outros órgãos, caso, por exemplo, dos Ministérios da Fazenda, da Ciência e Tecnologia e do Trabalho e Emprego, mas sem a devida coordenação.

“É com o propósito de articular as ações direcionadas a esse segmento empresarial, de reconhecida importância para a economia nacional, especialmente na criação de empregos, que se entende ser necessária a criação do órgão. São promovidas, adicionalmente, as adaptações no Estatuto da Micro Empresa e da Empresa de Pequeno Porte – Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006.”

A estrutura da secretaria, segundo informações, conta com os cargos de Ministro de Estado Chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, um cargo de Natureza Especial de Secretário-Executivo da mesma Secretaria e os seguintes cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores: dois DAS-6, sete DAS-5, dezoito DAS-4, dezenove DAS-3, quinze DAS-2 e sete DAS-1.

“O impacto orçamentário corresponde a R$ 6,5 milhões no presente exercício, considerado o período de abril a dezembro, e a R$ 7,9 milhões nos exercícios subsequentes. Esse impacto é compatível com as dotações consignadas na Lei Orçamentária Anual para 2011 e com os demais dispositivos da legislação orçamentária e de responsabilidade fiscal”, informa o texto.

Fonte: Blog do Planalto

http://blog.planalto.gov.br/projeto-de-lei-cria-secretaria-de-micro-e-pequena-empresa-chega-ao-congresso/

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Microcrédito, Apicultura e Agricultura Familiar no MS

Como publiquei na semana passada uma informação sobre a concessão de microcrédito aos apicultores do Mato Grosso, recebi uma mensagem do Enrique, do Banco da Gente, do Mato Grosso do Sul, dizendo que eles também estavam fazendo um trabalho com a apicultura. Mais que isso, há um trabalho da instituição com a agricultura familiar. Ele mandou-me um link com a notícia publicada no site da instituição deles, que transcrevo agora.

Obrigado, Enrique!

Assinado Termo de Parceria entre BANCO DA GENTE e COOAPISMEL em Dourados – MS
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31/05/2010 | Enrique Goncalves de Souza

Foi assinado na última quinta feira (27), em Dourados – MS, pelo BANCO DA GENTE, através de seu Diretor Geral Marcio Laabs, o Termo de Parceria com a Cooperativa dos Apicultores do Estado de Mato Grosso do Sul – COOAPISMEL, representada por seu Presidente Serilo Gardim. Através do Termo de Parceria, os apicultores terão acesso a Linha de Crédito Agricultura Familiar para investimento em sua atividade.

LINHA DE CRÉDITO APICULTURA

A Linha de Crédito Apicultura é uma linha de microcrédito desenvolvida através da parceria entre Banco da Gente, Sebrae, Prefeituras Municipais e Associações de Apicultores e tem como principal objetivo atender os apicultores do Estado de Mato Grosso do Sul. A Linha de Crédito Apicultura está contida na Linha de Crédito Agricultura Familiar.

LINHA DE CRÉDITO AGRICULTURA FAMILIAR

O BANCO DA GENTE cria a Linha de Crédito Agricultura Familiar como uma proposta de linha de microcrédito produtivo e orientado, desenvolvida através da parceria entre AGRAER e Associações representativas dos pequenos empreendedores rurais de Agricultura Familiar, para atendimento aos pequenos agricultores, produtores e criadores que estejam devidamente cadastrados na Associação competente.

Dentre os objetivos da Linha de Crédito Agricultura Familiar, destacam-se: a facilitação ao crescimento e à consolidação de pequenos agricultores, produtores e criadores rurais na sua área de jurisdição, a realização de parceria com Associações e AGRAER para atendimento técnico do pré e pós-crédito e acompanhamentos trimestrais e o oferecimento de investimento em capital de giro e investimento fixo para que os pequenos agricultores, produtores e criadores possam melhorar e expandir a atividade.

As características da Linha de Crédito Agricultura Familiar são: taxa de juros 1% a.m, garantia de avalista/fiador solidário e/ou aval/fiança da Associação, prazo de pagamento conforme a atividade e o projeto (até 60 meses) e limites de crédito conforme a atividade e o projeto (até R$ 10.000,00)

Informações Gerais e análises de propostas por Associações:
MATRIZ BANCO DA GENTE CAMPO GRANDE (MS):
R. 14 de Julho, 992 – Centro
Fone/Fax: (67) 3320-1450
E-mail: [email protected]

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As cooperativas de crédito e seus empregados

O Dr. Paulo Haus Martins, advogado que prestou consultoria ao Ministério do Trabalho e Emprego por ocasião das oficinas do PDI, realizadas no final de 2007, no que se refere ao marco legal das microfinanças no Brasil, deixando diversas sugestões para o seu aprimoramento, enviou no dia 9 de maio, por e-mail, uma mensagem sobre as cooperativas de crédito e seus empregados.

Segundo a mensagem, Dr. Paulo espera que a orientação expedida para as cooperativas de crédito possa ser aplicada às demais modalidades de organizações que se dedicam às microfinanças.

Transcrevo a mensagem, agradecendo ao Paulo pelo interesse para com o desenvolvimento do setor das microfinanças e pela amizade.

Martins Associados – Advocacia
R. Senador Dantas, 20/15o, Centro
Rio de Janeiro/RJ – CEP 20031-203
Tel: +55(21) 22409808
Fax: +55(21) 22409475

Caros amigos,

Foi publicada uma importante OJ [Orientação Jurisprudencial] do TST que diz respeito ao horário de trabalho em cooperativas de crédito. É de se esperar que o conceito lá utilizado, naturalmente, influencie em toda a cadeia das microfinanças, provavelmente aliviando a pressão de uma ameaça há muito pressentida pelo setor.

OJ 379. EMPREGADO DE COOPERATIVA DE CRÉDITO. BANCÁRIO. EQUIPARAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Os empregados de cooperativas de crédito não se equiparam a bancário, para efeito de aplicação do art. 224 da CLT, em razão da inexistência de expressa previsão legal, considerando, ainda, as diferenças estruturais e operacionais entre as instituições financeiras e as cooperativas de crédito. Inteligência das Leis nºs 4.594, de 29.12.1964, e 5.764, de 16.12.1971.

Atenciosamente,

Paulo Haus Martins

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Microcrédito e Economia Solidária

Extraído: http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4303&Itemid=1

Cooperativa recebe microcrédito da Setre
08 de abril de 2009

Fonte: Maira Azevedo – DRT-Ba

Com 30 integrantes e comprando, mensalmente, matéria-prima de 500 catadores de resíduos sólidos, a Cooperativa de Reciclagem Plástica da Bahia Cooperplásticos assinou no dia 08 de abril, um contrato de microcrédito no valor de dez mil reais com a Superintendência de Economia Solidária da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), oferecendo, também, ao empreendimento apoio técnico para a criação de novos projetos.

O contrato foi assinado na agência do CrediBahia, instalada na sede do Centro Público de Economia Solidária Cesol, no bairro do Comércio. De acordo com Luiz Cravo, coordenador de Fomento à Economia Solidária da Sesol, a Cooperplásticos é um exemplo da força que a Economia Solidária possui. “Depois que se organizaram e formaram a cooperativa, os funcionários aumentaram a capacidade produtiva da antiga empresa e hoje estão avançando no setor”.

Ainda segundo Cravo, a Cooperplásticos é a primeira empresa recuperada do Estado que recebe o apoio da Setre. “É uma satisfação para a Secretaria apoiar este empreendimento, pois sabemos que os recursos financiados serão bem investidos e vão ampliar as oportunidades de trabalho dos seus integrantes”, declarou.

Recuperação – Localizada no município de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, a Cooperplásticos surgiu há dois anos, após a falência da Plástico Norbi Indústria e Comércio Ltda. Numa iniciativa de autogestão, os funcionários se reuniram e formaram a cooperativa, conseguindo recuperar, em menos de um ano, os trabalhos desenvolvidos pela antiga empresa.

A cooperativa desenvolve trabalho educacional, buscando conscientizar a população de Simões Filho e adjacências sobre a importância de realizar a reciclagem. “Lembramos às pessoas que o lixo pode gerar trabalho e renda para muitos. É necessário compreender a importância de se reciclar, não só para preservar o meio ambiente, mas para assegurar, também, novas alternativas de empregos”, afirma Maria Helena, diretora administrativa da Cooperplásticos.

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Microcrédito e Formação de Microempreendedores

Na próxima semana, acontecerá uma nova etapa do PLANSEQ (Plano de Qualificação Setorial) do Microcrédito. Trata-se da semana de preparação dos monitores que posteriormente irão dedicar-se ao trabalho de formação local de microempreendedores em gestão de pequenos negócios.

Este é um processo que está sendo conduzida pela Fundação da Universidade Federal do Ceará, em convênio com o Ministério do Trabalho, com recursos da coordenação do PNMPO. O PLANSEQ é um tipo de qualificação, integrante do PNQ – Plano Nacional de Qualificação, realizado em parceria entre o governo federal e instituições não governamentais.

Na lógica originária, o PNQ tem por finalidade promover a capacitação da mão-de-obra para a atuação nas diversas áreas da atividade produtiva. No caso do microcrédito produtivo orientado, na medida em que verifica-se menos a utilização de mão-de-obra empregada, e muito mais o auto-emprego, desenhou-se um plano de qualificação baseado em noções de conceitos de gestão de pequenos negócios, além de conceitos acerca de associativismo, cooperativismo e economia solidária.

O PLANSEQ nasceu de uma iniciativa de seis organizações, que iniciaram gestões junto à coordenação do PNMPO, ainda quando Almir Pereira era seu coordenador. Essas organizações elaboraram um projeto prévio, após examinar as resoluções e o regramento do PNQ, e constituíram a Comissão de Concertação, que na estrutura do PNQ deve avaliar os projetos em andamento, dar-lhe suporte conceitual e metodológico. Estruturada a proposta, iniciou-se a fase de elaboração do projeto de execução, com análise de planilhas de custos e definição de orçamento, bem como designação de entidade executora.

Inicialmente, considerava-se que uma das entidades proponentes do projeto fosse também sua executora, mas ao cabo de consultas às normas do PNQ, decidiu-se buscar uma instituição externa à Comissão de Concertação. A Fundação da Universidade Federal do Ceará acolheu a proposta, inclusive aportando parte do recurso necessário ao projeto, e passou a coordenar o processo, em termos de sua operacionalização.

Houve então uma fase de comunicação com as instituições de microcrédito de 17 estados, para identificar um grupo de pessoas que possam constituir-se em uma equipe de 34 “monitores de qualificação em gestão”, que depois ficarão incumbidos de trabalhar na qualificação de 3.400 empreendedores populares, conforme articulação local com as instituições de microcrédito.

O número de monitores ou agentes de qualificação é pequeno, apenas 34 pessoas, o de empreendedores populares também é, apenas 3.400 empreendedores, mas a proposta é importante, e o andamento do projeto daqui por diante deve ser acompanhado com atenção.

Sabe-se que algumas organizações já possuem iniciativas em qualificação em andamento, em parceria com os Sebrae locais, utilizando-se de um produto concebido pelo Sebrae, chamado “Aprender a Empreender”. O conteúdo e a metodologia do Sebrae para essa iniciativa são muito bons.

Em Ribeirão Preto, o Crescer Crédito Solidário, firmou dois convênios com o Sebrae, para aplicar o “Aprender a Empreender”, sendo que no segundo convênio agregou-se outro conteúdo também, chamado de “Juntos Somos Fortes”, em que temas pertinentes ao cooperativismo e associativismo eram trabalhados. O que estruturamos, à época:

Enquanto ao Sebrae cabia fornecer o conteúdo e os monitores, ao Crescer, em função do relacionamento com os microempreendedores e as comunidades, cabia a tarefa de coordenação da mobilização das pessoas. Isso implicava visitas às comunidades, mini-palestras preparatórias a grupos, que de um lado “vendiam” a idéia da necessidade e benefícios que a formação poderia propiciar, e de outro, abria a oportunidade para o próprio grupo local ajudar na identificação de interessados. Assim, a cada grupo de 30 pessoas identificadas e devidamente cadastradas, o Crescer cuidava de resolver os problemas de local, agendamento, agenda de monitores e infra-estrutura para a realização da “oficina de formação”. No primeiro convênio, em dez meses, foram promovidas 28 turmas, e no segundo, outras 30 turmas, aí já atingindo pequenas cidades vizinhas a Ribeirão Preto.

A carga horária da proposta do Sebrae era de 16 hs, o que revelou-se acertado, dado que este público tem dificuldade de retirar-se da “labuta” para processos de aprendizagem, ainda que reconheça a utilidade. O problema é que a escolha “racional” entre o resultado financeiro auferido no dia de trabalho e a expectativa de ganho futuro com a melhor gestão tende a decidir sempre pela primeira opção, visto que as pessoas estão “trocando o almoço pela janta”, como se diz.

O Crescer levou ao Sebrae uma demanda de que as pessoas não podiam apenas participar de um curso de 16 hs com conceitos de gestão e depois não ter novas oportunidades de interlocução e diálogo, aprofundando os temas, e avançando em processos de fortalecimento dos pequenos negócios. Seria como “fogo de palha”, razão pela qual incluimos duas idéias no segundo convênio, como já disse. A inclusão do “Juntos Somos Fortes” teria o intuito de resgatar participantes do “Aprender a Empreender” (não exclusivamente) para viabilizar aprofundamentos, novos momentos de encontro e continuidade na discussão iniciada. Depois, pensamos em um tipo de “oficina” em que pudéssemos articular ações conjuntas: produção e consumo, etc. O Sebrae não tinha uma ferramenta elaborada para este público, e ainda que tivessemos chegado a assinar o convênio prevendo essa ferramenta, a dinâmica dos trabalhos não nos permitiu desenvolver essa ação.

Nos dois convênios, o Crescer promoveu em Ribeirão Preto, Sertãozinho, Cravinhos, Dumont, Barrinha, etc, perto de 70 turmas de formação.

Determinante no êxito da iniciativa foi detectar a necessidade de uma coordenação específica, que em nosso caso ficou a cargo de uma jovem assistente social, recém formada, a Michele Laliane, que no decorrer do segundo convênio tinha a ajuda de um segundo colega de profissão, e Evanildo. Ainda na fase de planejamento, identificamos que este era um trabalho muito mais dependente da capacidade de trabalho comunitário do que do manejo de conceitos de gestão, o que revelou-se perfeito. Por isso, optamos pela profissional de serviço social, ao invés de um economista ou administrador. Além disso, julgamos valiosa a experiência em participação em práticas “pastorais”, “sociais”, em outros movimentos ou ONGs, de tal sorte que a habilidade para processar informações, negociar com lideranças locais e resolver pequenas pendências da promoçao de eventos acontecesse a contento.

Ao final desse ciclo, quase 2 mil pessoas foram contactadas nos processos formativos, e isto serviu muito para ajudar a enraizar o nome do Crescer nas comunidades, como uma entidade fornecedora de microcrédito, mas com uma expectativa em que o crédito não se dissocia do “desenvolvimento humano”, do fortalecimento da organização comunitária e popular, nem que o microcrédito seja apenas instrumento de inserção na concorrência do mercado capitalista, muito pelo contrário.

O desafio do PLANSEQ é permitir desenhar um processo mais flexível de coordenação, para dar conta desses aspectos que a prática do Crescer revelou, assegurando a universalidade do engajamento de todas as organizações de microcrédito no país, a continuidade do trabalho com o microempreendedor, a ênfase no relacionamento com outras formas de organização comunitária.

Sem que o foco da instituição de microcrédito afaste-se da atividade creditícia, que é a sua identidade e razão de ser, processos como relatados de qualificação, aproximam as instituições de microcrédito dos movimentos de economia solidária, fortalecendo os empreendedores populares, o objetivo central de todo esse trabalho, que jamais poderá definir-se apenas por sua dimensão financeira.

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