Banco Comunitário Nascente oferece empréstimos e moeda social em São Carlos

Banco comunitário fará empréstimos e terá moeda própria em São Carlos
Escrito por InterNews

Foi inaugurado neste sábado (23/06), em São Carlos (SP), o banco comunitário Nascente no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Pacaembu. Além de empréstimos a juros baixos para futuros pequenos empreendedores, o banco terá uma moeda própria para consumo no comércio de quatro bairros.

O local é um sistema onde serviços financeiros e bancários são gerenciados pela comunidade, fazendo com que estes serviços, além de mais acessíveis, sejam um instrumento de organização e estímulo ao desenvolvimento local.

O banco comunitário vai atender a partir desta segunda-feira (25) a população dos bairros Jardim Gonzaga, Cruzeiro do Sul, Madre Cabrini e Vila Conceição. “Esse banco está nascendo como uma associação de moradores dos bairros que estão arrecadando fundos através de eventos e vai emprestar esse dinheiro para a população”, disse o agente do banco comunitário Pedro Luiz dos Santos.

Segundo Santos, os empréstimos produtivos são para as pessoas que querem ser pequenos empreendedores. “Com juros de até 1%, no limite de R$ 1 mil para que elas possam começar um negócio”, disse.

Em agosto, haverá empréstimos de consumo na moeda social, que vai se chamar ‘Vida’. Os moradores poderão comprar bens de consumo no comércio local. “O objetivo é trazer crédito para a população que está excluída da economia dos bancos comerciais. Para que elas não fiquem tão dependentes dos benefícios do governo”, finalizou Santos.

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Presidente Lula participará de fórum de inclusão financeira em Brasília

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central confirmou hoje (12) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do 2º Fórum sobre Inclusão Financeira, de quarta (17) a sexta-feira (19) da próxima semana, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital federal.

A abertura do encontro está prevista para as 14h da próxima quarta-feira. O presidente da República participará do painel Inclusão Financeira no Governo Lula, marcado para as 16h30 do mesmo dia. A apresentação será feita pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.

O 1º Fórum sobre Inclusão Financeira, realizado em novembro do ano passado, em Salvador, constatou que a base de um sistema financeiro sólido está nos pequenos depósitos e empréstimos, como mostrou o processo de ampliação do número de clientes no sistema financeiro, conhecido como bancarização, puxado pelos bancos públicos; principalmente depois da crise financeira internacional de setembro de 2008.

Daí a necessidade de atenção especial à educação financeira para que empreendedores e microempresas saibam gerir os próprios negócios do ponto de vista da competitividade e da sustentabilidade. A inclusão financeira ocorre, portanto, quando essa educação se dá em sintonia com os objetivos de promoção do desenvolvimento local e do interesse público, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia1;jsessionid=C41D48DB2673F551B10D2543420283CB?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1101514

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O Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil

22/07/2010 – 12h40min

Banco do Brasil reduz taxa de juros do BB Microcrédito

O Banco do Brasil modificou as condições de contratação do BB Microcrédito DRS – Desenvolvimento Regional Sustentável. Para aumentar o apoio às atividades produtivas, a taxa de juros caiu de 1% ao mês para 0,95%, com um valor de empréstimo ampliado de R$ 3 mil para R$ 5 mil. Já o prazo de parcelamento aumentou de 48 meses para 60. Com a mudança, esta passa a ser a menor taxa do mercado financeiro para operações de microcrédito.

Serão destinados R$ 100 milhões para o público-alvo do microcrédito, que é formado por pessoas físicas que desempenham atividades produtivas e são beneficiárias da DRS, a Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável.

O DRS é uma iniciativa do Banco do Brasil, criada em 2003 com o intuito de atuar junto ao público de menor renda. O projeto busca reduzir as diferenças regionais, promovendo a inclusão social por meio da geração de trabalho e renda, estimulada através do acesso ao crédito. Atualmente, ele apoia mais de cem atividades, tais como a ovinocaprinocultura, apicultura, bovinocultura de leite e fruticultura.

Atualmente existem 4.452 Planos de Negócios em implementação, abrangendo 3.840 municípios brasileiros. No Rio Grande do Sul, são 304 Planos de Negócios em implementação, envolvendo mais de 68 mil beneficiários de 328 municípios.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=34747&codp=104&codni=3

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Microcrédito, Apicultura e Agricultura Familiar no MS

Como publiquei na semana passada uma informação sobre a concessão de microcrédito aos apicultores do Mato Grosso, recebi uma mensagem do Enrique, do Banco da Gente, do Mato Grosso do Sul, dizendo que eles também estavam fazendo um trabalho com a apicultura. Mais que isso, há um trabalho da instituição com a agricultura familiar. Ele mandou-me um link com a notícia publicada no site da instituição deles, que transcrevo agora.

Obrigado, Enrique!

Assinado Termo de Parceria entre BANCO DA GENTE e COOAPISMEL em Dourados – MS
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31/05/2010 | Enrique Goncalves de Souza

Foi assinado na última quinta feira (27), em Dourados – MS, pelo BANCO DA GENTE, através de seu Diretor Geral Marcio Laabs, o Termo de Parceria com a Cooperativa dos Apicultores do Estado de Mato Grosso do Sul – COOAPISMEL, representada por seu Presidente Serilo Gardim. Através do Termo de Parceria, os apicultores terão acesso a Linha de Crédito Agricultura Familiar para investimento em sua atividade.

LINHA DE CRÉDITO APICULTURA

A Linha de Crédito Apicultura é uma linha de microcrédito desenvolvida através da parceria entre Banco da Gente, Sebrae, Prefeituras Municipais e Associações de Apicultores e tem como principal objetivo atender os apicultores do Estado de Mato Grosso do Sul. A Linha de Crédito Apicultura está contida na Linha de Crédito Agricultura Familiar.

LINHA DE CRÉDITO AGRICULTURA FAMILIAR

O BANCO DA GENTE cria a Linha de Crédito Agricultura Familiar como uma proposta de linha de microcrédito produtivo e orientado, desenvolvida através da parceria entre AGRAER e Associações representativas dos pequenos empreendedores rurais de Agricultura Familiar, para atendimento aos pequenos agricultores, produtores e criadores que estejam devidamente cadastrados na Associação competente.

Dentre os objetivos da Linha de Crédito Agricultura Familiar, destacam-se: a facilitação ao crescimento e à consolidação de pequenos agricultores, produtores e criadores rurais na sua área de jurisdição, a realização de parceria com Associações e AGRAER para atendimento técnico do pré e pós-crédito e acompanhamentos trimestrais e o oferecimento de investimento em capital de giro e investimento fixo para que os pequenos agricultores, produtores e criadores possam melhorar e expandir a atividade.

As características da Linha de Crédito Agricultura Familiar são: taxa de juros 1% a.m, garantia de avalista/fiador solidário e/ou aval/fiança da Associação, prazo de pagamento conforme a atividade e o projeto (até 60 meses) e limites de crédito conforme a atividade e o projeto (até R$ 10.000,00)

Informações Gerais e análises de propostas por Associações:
MATRIZ BANCO DA GENTE CAMPO GRANDE (MS):
R. 14 de Julho, 992 – Centro
Fone/Fax: (67) 3320-1450
E-mail: [email protected]

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O microcrédito no Espírito Santo

A matéria abaixo, a retirei do site JusBrasil. O título e o conteúdo estão um pouco exagerados, obviamente, mas é normal que coisas assim aconteçam em períodos pré-eleitorais. Já escrevi aqui no Blog artigos sobre o problema dos modelos de programas de microcrédito conduzidos diretamente sob a orientação dos governos e seu uso em períodos eleitorais.

O que me chamou a atenção no texto foi a informação de que o MTE teria indicado o modelo do microcrédito do Bandes e do governo capixaba para a apresentação do PNMPO.

Possivelmente tratou-se de equívoco de interpretação, uma vez que o modelo do PNMPO baseia-se no conceito do estímulo ao surgimento de uma rede autônoma de operadoras de microcrédito. Segundo a proposta do PNMPO, importa fomentar a formação de um mercado de crédito adaptado às necessidades da economia local, valorizando a multiplicidade de iniciativas. Parte-se da premissa de que instituições locais autônomas, formadas por líderes da própria comunidade, tenham maior interesse e capacidade para construir alianças e convergência com outros atores da comunidade, impelindo arranjos mais adaptados ao desenvolvimento local.

Lembro-me, além disso, de uma visita que recebi de um representante da Secretária do Trabalho capixaba, no ano de 2009, quando ainda estava integrando a equipe do PNMPO, que relatava a dificuldade de adequar o programa estadual às demandas da economia solidária.

Em síntese, não existem “referências” nacionais que possam ser apresentadas como ideais. Existem experiências e modelos, cada uma com sua valia e cada modelo com suas vantagens e desvantagens.

Microcrédito capixaba se torna referência nacional
Extraído de: Governo do Estado do Espirito Santo – 11 horas atrás

Com R$ 130 milhões investidos na economia capixaba e mais de 20 mil clientes atendidos ao longo de sete anos de funcionamento, o Programa Nossocrédito se consolida como referência nacional em microcrédito. Desta segunda (24) até a quarta-feira (26), o Espírito Santo recebe representantes de agências de fomento de sete estados em uma visita técnica para conhecer o modelo capixaba.

Já na quinta-feira (27), é o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), José Antonio Bof Buffon, que vai a Salvador, na Bahia, para apresentar, às 17 horas, o Nossocrédito durante o XI Congresso Brasileiro de Municípios, promovido pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que reunirá representantes de mais de 1,5 mil municípios brasileiros.

O Programa é uma ferramenta de alavancagem que potencializa empreendimentos e resulta na geração de emprego, renda e cidadania. Em suma, desenvolvimento econômico e social, acrescenta o diretor-presidente.

Condições acessíveis

O Nossocrédito tem uma das menores taxas de juros do País, de 0,7% ao mês, e uma rede de atendimento com unidades em todos os municípios capixabas, o que o torna acessível aos empreendedores autônomos ou que atuam em pequenos negócios com renda bruta anual de até R$ 240 mil.

Outro fator de sucesso do Programa é o processo desburocratizado: a documentação exigida para obter os financiamentos é simplificada e para obter o crédito, basta, além da renda inferior a R$ 240 mil, que o interessado esteja produzindo no município há mais de seis meses, resida há mais de dois anos na cidade, em endereço fixo, ou tenha seu negócio estabelecido há mais de dois anos no local; o nome limpo no Serasa e no SPC e apresente avalista.

Os resultados alcançados pelo Nossocrédito em todo o Estado são atribuídos, ainda segundo o diretor-presidente, à metodologia que permite que o Programa opere com as condições de financiamento (juros, prazo, documentação exigida) acessíveis e um modelo de gestão que funciona por meio de uma parceria entre o Bandes, o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), o SEBRAE/ES, a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) e as prefeituras.

Desenvolvimento regional

Os financiamentos do Nossocrédito proporcionam o aumento da renda familiar, a criação e a manutenção de postos de trabalho e a circulação de recursos financeiros dentro dos próprios municípios dos clientes atendidos, dinamizando o comércio e o setor de serviços das economias locais.

Uma das maiores contribuições do Programa é dar suporte financeiro à capacidade empreendedora das pessoas. Por meio do crédito produtivo estruturado, o Nossocrédito possibilita a criação de um ciclo virtuoso e dinâmico, no qual a combinação de crédito adequado e capacidade empreendedora promovem a geração de riqueza, o desenvolvimento de pessoas, de empresas, da cidade e de regiões, especialmente no interior do Espírito Santo, destacou José Antonio Bof Buffon.

Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/politica/4862950/microcredito-capixaba-se-torna-referencia-nacional

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Uma avaliação do microcrédito em Blumenau: o caso da Blusol

Na segunda metade dos anos 90, com a implantação do Plano Real, ancorado num regime cambial insustentável, o Brasil viveu um período de incremento acelerado do desemprego. As administrações municipais, reforçadas institucionalmente pelas inovações constitucionais de 1988, debatiam duas linhas de orientação, em torno de quais os ideários políticos e administrativos se amalgamavam: de um lado, havia a proposta de uma administração baseada no conceito de “gerência das cidades”, segundo qual a administração pública deveria basear-se na isenção política; de outro lado, o modelo da administração participativa, que valorizasse a participação direta dos cidadãos, inclusive e principalmente no debate orçamentário. Curitiba seria a referência apontada para o primeiro modelo, enquanto Porto Alegre simbolizaria o segundo. Porto Alegre, sob gestão do PT desde 1989, representava para o partido um laboratório de práticas políticas e sociais exitosas. As lideranças políticas do partido, a cada vitória eleitoral, procuravam usufruir da experiência acumulada na capital gaúcha, replicando, na medida do possível, as políticas adotadas na cidade.

Em Blumenau, com a chegada do PT à prefeitura em janeiro de 1997, iniciou-se a implantação do programa de desenvolvimento econômico local, baseado na ênfase à microempresa, através da criação da Blusol. O modelo utilizado foi o de uma “Instituição Comunitária de Crédito” (ICC), como a ICC Portosol, em Porto Alegre, criada em 1996. Neste modelo, a Prefeitura Municipal promove uma concertação com associação comercial, sindicatos patronais e de trabalhadores, universidades e diversos atores locais, constituindo uma OSCIP, que passa a gerir as ações de oferta e concessão de microcrédito de forma autônoma em relação à administração municipal. Trata-se de uma autonomia relativa, na medida em que tanto a administração municipal quanto os outros agentes envolvidos na constituição da OSCIP mantém-se representados no Conselho da OSCIP e designam seus diretores. Entretanto, assegura-se estatutariamente, liberdade gerencial à equipe técnica da organização, bem como exige-se dela que se paute pelo profissionalismo e pela busca de sustentabilidade operacional.

Alessandra von Dodl e Fabiano Costa Coelho, ambos analistas do Banco Central, estudiosos do microcrédito, estiveram analisando o caso da Blusol, e entraram em contato com o blog para divulgar o artigo que produziram com sua avaliação, pelo que agradeço, vibrante. Apresento o currículo dos dois, que tive a alegria de conhecer e com quem tenho tido a oportunidade de dialogar, algumas vezes, ao longo deste ano.

Alessandra von Borowski Dodl é mestra em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Federal do Paraná e analista licenciada do Desuc (Departamento de Supervisão de Cooperativas e Instituições não-Bancárias, Bacen). Realizou visitas a entidades de microfinanças na Índia e acompanhamento das atividades do Fundo Financeiro Privado PRODEM – Bolívia (2007). Trabalhou para a empresa de consultoria em microfinanças Innova Empresarial – Bolívia (2007).

Fabiano Costa Coelho é assessor-pleno do Desuc-Bacen, mestre em economia pela USP, autor da dissertação “Duas faces da mesma moeda: alcance e limite das microfinanças na luta contra a pobreza, 2006”. É ainda integrante do grupo de trabalho sobre regulação e supervisão de operações de microfinanças da ASBA (Associação dos Supervisores Bancários das Américas).

O artigo, com 6 páginas, pode ser lido clicando aqui.

Parabéns, Alessandra e Fabiano, pelo trabalho!

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