Microcrédito moderniza comércio de carne em Euclides da Cunha

No ano passado, tive a oportunidade de ir participar, em Salvador, da comemoração de aniversário de uma organização de microcrédito na Bahia, o CEADE.

Foi quando tive o prazer de conhecer ao Luis Petitinga, presidente do Desenbahia, a agência de fomento do estado, uma pessoa muito simpática, mas ao mesmo tempo dedicada e que tem dado uma contribuição valiosa para a consolidação das operações do microcrédito naquele estado.

O Desenbahia desenvolve o microcrédito atuando em duas frentes: uma com o Credibahia, programa estadual, realizado em parceria com os governos municipais, e na outra frente, financiando as entidades de microcrédito – OSCIP e cooperativas, para que contem com disponibilidade de recursos (funding) para emprestar.

A matéria abaixo relata uma intervenção interessante do microcrédito na cidade de Euclides da Cunha, revelando quão útil pode ser para o desenvolvimento local dispor de instituições operadoras assim dedicadas.

Ter, 20 de Abril de 2010

Por meio do Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (CrediBahia), os pequenos comerciantes de carne de Euclides da Cunha, a 335 quilômetros de Salvador, tiveram acesso a financiamentos com juros reduzidos para a aquisição de novos equipamentos.

O dinheiro é utilizado para reestruturação dos negócios, conforme novas exigências da Lei de Vigilância Sanitária, com a compra de balcão de resfriamento, balança eletrônica e mesa inox. A linha de microcrédito viabiliza, assim, o comércio legal de carne na área do Centro de Abastecimento construído pelo governo estadual, em 2009, em substituição à antiga feira livre.

Segundo o presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga, já foram investidos R$ 184 mil, com o valor médio por contrato de R$ 4,3 mil. “Nossa linha de crédito resolve as dificuldades que eles enfrentavam para enquadrar seus negócios à legislação, desde que o Ministério Público e os órgãos de Vigilância Sanitária passaram a exigir a aplicação da lei”.

A agente do CrediBahia na cidade, Daiana de Abreu, explica que essas operações foram possíveis devido à estrutura fornecida e organização dos comerciantes, por meio da Associação Municipal.

“Metade dessas operações foram viabilizadas por meio de aval solidário entre os próprios marchantes. O Governo do Estado e a prefeitura construíram o novo espaço, com infraestrutura necessária para receber os itens financiados. Colaboramos na orientação e procuramos o Sebrae para realizar cursos específicos de manuseio de carnes, higiene e noções de administração. A mobilização e o empenho desses comerciantes fizeram a diferença?, explica Daiana.

Os agentes do CrediBahia, presentes em 171 municípios, orientam e acompanham diretamente as atividades produtivas e estimulam o empreendedorismo no estado, com apoio do Sebrae. O programa de microcrédito é administrado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em convênio com as prefeituras. A Desenbahia faz toda a operação financeira.

Fonte: http://www.noticiacapital.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12378:microcredito-moderniza-comercio-de-carne-em-euclides-da-cunha&catid=109:municipios&Itemid=163

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Linha de microcrédito para a microempresa do Rio Grande do Norte

AGN lança linha de microcrédito
Publicação: 17 de Abril de 2010 às 00:00

A Agência de Fomento do Estado (AGN), se lança no microcrédito empresarial, e com disposição para ocupar um bom espaço nesta seara. Oferecendo opções mais simplificadas e baratas para necessidades de crédito entre R$ 3,6 mil e R$ 30 mil, o “Programa de Crédito AGN Micro” já está em funcionamento e tem como público-alvo pessoas jurídicas, de todos os segmentos da economia, com pelo menos um ano de atividade e faturamento de até R$ 240 mil por ano.

Podem ser financiados desde investimentos fixos e semi-fixos até capital de giro. Além da simplificação burocrática, o financiamento através do AGN Micro oferece a taxa de juros mais atrativa do mercado, variando de 1,2% a 1,4% ao mês dependendo do valor financiado. O valor a ser financiado está limitado a 12,5% do faturamento bruto anual das empresas e o pagamento pode ser feito em até 24 parcelas, com até quatro meses de carência.

Itinerante

Tendo como um dos motivadores justamente garantir a maior capilaridade das contratações do AGN Micro – e de todos os seus demais produtos e serviços de crédito – a Agência de Fomento do estado dá início, no próximo mês de maio, ao AGN Itinerante. A ideia é levar uma estrutura de técnicos da agência para circular pelos principais municípios do estado, chegando mais próximo dos micro e pequenos empresários.

“Devemos usar, para isso, parcerias com entidades como CDLs, Núcleos do Sistema Fecomercio, associações, enfim. Levamos os técnicos e utilizamos os prédios desses parceiros. Com isso, simplificamos e ampliamos o acesso às linhas de crédito da agência, diretamente com os empresários”, afirma o diretor Operacional da AGN, Newton Nelson de Faria.

Além desses pontos, detalhes e contratações da AGN Micro podem ser feitas nos núcleo mantidos pela agência nas Centrais do Cidadão espalhadas pelo estado (são três em Natal – Zona Norte, Centro e Praia Shopping – e mais nas cidades de Mossoró, Currais Novos, Caicó, Nova Cruz, Assu, João Câmara, Macaíba, São José de Mipibu, Santa Cruz, Pau dos Ferros, São Paulo do Potengi, Alexandria, Apodi, Caraúbas, Macaíba e Ceará Mirim).

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/agn-lanca-linha-de-microcredito/145886

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BluSol projeta R$ 18,5 milhões em empréstimos para 2010 em Blumenau

Fonte: Santa Catarina 24 hs – http://www.santacatarina24horas.com/BluSol-projeta-Rs-18-5-milhoes-em-emprestimos-para-2010-em-Blumenau.html

02-Abr-2010

Blumenau – Com mais de 5,7 mil operações, para 5,4 mil clientes ativos, o BluSol projeta R$ 18,5 milhões em empréstimos para 2010. E com uma projeção de inadimplência baixa, com índice previsto de 0,85%. A atividade desenvolvida pela instituição de microcrédito estimula a geração de emprego e renda. Segundo o presidente da instituição, Cláudio Peixer, de 2005 a 2010 foram computados 1.650 novos empregos. “No mesmo período, são 58 mil empregos mantidos e/ou fortalecidos”, ressalta.

Vale destacar ainda a posição nacional que o BluSol mantém. Está entre as 16 instituições de microcrédito do Brasil habilitadas para operar no programa Bolsa Família, cujo objetivo é conceder microcrédito orientado a Beneficiários Empreendedores do cadastro único do Programa Bolsa Família. Somente em 2009 foram realizadas 34 operações do gênero, totalizando quase R$ 57 mil. Pessoas como Elisiane Vargas, costureira de Gaspar que emprestou R$ 1,5 mil para investir em sua pequena confecção.

E se os beneficiários do Bolsas Família são lembrados, porque não também aqueles que se mantêm no campo? Na categoria microcrédito rural, o BluSol realizou 121 empréstimos em 2009, chegando a R$ 548,6 mil liberados.

O perfil dos clientes BluSol

De acordo com o perfil do cliente BluSol, a grande maioria atua na área de serviços (65,4%), e a maior parte ainda atua na informalidade (75,7%). Por isso, para garantir direitos como auxílio doença, aposentadoria, salário maternidade, pensão, auxílio reclusão e outros, que o BluSol estimula a formalização dos negócios. Numa parceria com o Sebrae/SC, por exemplo, estão programadas oficinas nas cinco filiais do BluSol para informar e capacitar os clientes sobre ser empreendedor individual.

Ainda é pequeno o número de adolescentes que descobriu o microcrédito. Entretanto, alguns já identificaram sua capacidade empreendedora e foram atrás do sonho de ter o próprio negócio. Clientes com idades entre 15 e 20 anos correspondem a uma fatia de 2,12% do total do BluSol. Homens e mulheres praticamente dividem o mesmo posto dentro da entidade: 47,4% e 52,6%, respectivamente.

Santa Catarina tem, atualmente, 17 instituições de microcrédito. Totalizou R$ 706 milhões emprestados até agora. Deste número, o BluSol responde por uma fatia de R$ 118 milhões, ou 17%. Do número geral de créditos, tem 35 mil, o equivalente a 13%. Também responde por 15% do total de clientes ativos do Estado (4,4 mil) e 15% da carteira ativa, respondendo por 12 milhões.

Apoio na formação de empreendedores

Somente em 2009, o BluSol realizou ações de incentivo ao trabalho na região onde atua. Em Blumenau, doou equipamentos para o curso de manicure e pedicure do Centro de Educação Profissional do CAIC da Itoupava Central. Também doou oito computadores, uma impressora e um ar-condicionado para o laboratório de informática do Pró-Família, entidade que capacitou mais de 650 adolescentes aprendizes no ano passado e espera atender outros 800 agora em 2010. “Também realizamos cinco oficinas de capacitação empreendedora em quatro bairros diferentes de Blumenau e em Gaspar, atendendo 410 empreendedores que aprenderam sobre Custos, Vendas, Diagnóstico Empresarial e outros temas”, completa Peixer.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Medidas contra a crise: incentivos adicionais ao repasse de Funding

Tem sido recorrente o uso pelo governo da máxima segundo qual o Brasil poderá sair da crise melhor do que entrou, que a crise pode converter-se em uma boa oportunidade inovadora e criativa para a sociedade brasileira como um todo e para a presença brasileira no cenário internacional.

No caso do microcrédito produtivo orientado, precisamos pensar em medidas que incentivem adicionalmente o repasse de Funding para as instituições operadoras de microcrédito.

Sabendo-se que do total de recursos de depósito a vista (contas correntes) sob guarda dos bancos públicos e privados, 2% devem ser utilizados no financiamento à população de baixa renda e empreendedores populares, e que dos quase 3 bilhões de reais que esse valor totaliza, aproximadamente metade está retido no Banco Central por não ter sido empregado conforme específica a Lei, o momento atual poderia ser a oportunidade para promover alguns incentivos a que os bancos pudessem estimular o segmento das instituições de microcrédito produtivo orientado.

Como funciona hoje?

O banco efetua o cálculo do seu saldo de depósitos, aplica o percentual de 2%, e tenta demonstrar ao BC que está usando todo ou parte desse valor segundo especifica a lei e as resoluções que a explicitam. Assim, ou o Banco usa o dinheiro conforme determina a lei ou o deposita sem remuneração no BC.

O esforço do banco é encontrar formas de retirar esse dinheiro do “limbo” (BC). Então, ele calcula: o que é melhor? o que é mais econômico? cumprir as exigências da lei, que implica em incorrer em vários custos, ou deixar o dinheiro retido, sem rendimentos?

Minha idéia é criar um mecanismo que torne mais barato para o banco cumprir as exigências da lei, através, especificamente, do mecanismo de repasse de financiamentos às organizações de habilitadas ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).

Como seria?

A única alteração seria estabelecer um multiplicador para cada real repassado às organizações de microcrédito habilitadas ao Programa Nacional. Se o banco empresta R$ 1,00, multiplica-se esse real por 3, por 5, por 10, qualquer número. E o resultado dessa conta, o banco pode demonstrar ao Banco Central que usou para cumprir a exigibilidade, portanto não precisa depositar sem remuneração.

Assim, suponhamos que um Banco tivesse que reter R$ 20 milhões, e fizesse 3 emprestimos a três organizações habilitadas ao PNMPO, e que o múltiplo definido fosse de 3 vezes, teríamos:


Organização A: R$ 500 mil x3 1,5 milhão
Organização B: R$ 1 milhão x3 3 milhões
Organização C: R$ 1,5 milhões x3 4,5 milhões

Nesse caso, emprestando R$ 3 milhões às organizações de microcrédito, o banco poderia contabilizar como “cumprimento da exigibilidade” R$ 9 milhões, tendo que reter 11 milhões e não R$ 17 milhões como seria pela regra atual.

Com a fixação de um sistema de incentivos deste tipo, a vantagem do banco em aplicar nas organizações de microcrédito cresceria bastante, fazendo que o pêndulo da balança pudesse apontar em favor da expansão do microcrédito produtivo orientado, através de suas organizações.

Bastaria a regulação ser específica quanto à modalidade de operação em que essa regra seria usada: repasse; quanto à exigência da organização ser habilitada ao PNMPO; que o multiplicador fosse decrescente, por faixa, favorecendo com maior índice as menores operações; e que as faixas não fossem pela operação individualizada, mas pelo acumulado dos repasses dos bancos para cada instituição, favorecendo a distribuição dos recursos para maior quantidade de organizações.

Iniciamos a discussão de uma proposta com esse perfil. Quem sabe, prospera! Se viesse a ter algum êxito, os beneficiados seriam os empreendedores de baixa renda e as microempresas.

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Empreendedor agora tem mais crédito

(Transcrição do site do Jornal da Tarde:

http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/05/31/eco-1.94.2.20080531.10.1.xml)

Banco Central autoriza mudanças nas regras de concessão que ampliam a oferta de dinheiro

CAROLINA DALL’OLIO, [email protected]

O acesso ao crédito ficou mais fácil para as micro e pequenas empresas. O Banco Central regulamentou a lei que autoriza as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCMs)a ampliar o valor máximo dos empréstimos – que era de R$10 mil – para o equivalente a 5% do patrimônio líquido da empresa. O limite de endividamento dos empreendedores também subiu: passou de cinco para dez vezes o patrimônio líquido.

Hoje mais empresas também podem recorrer a essas instituições para tomada de crédito. Antes, o faturamento máximo dos clientes das SCMs era de R$240 mil. Agora, pulou para R$2,4 milhões.

Criadas em 1999, as SCMs são uma espécie de banco dos empreendedores – financiam a compra de máquinas, descontam cheques e duplicatas, dão crédito para capital de giro. Hoje, existem 14 entidades no Estado de São Paulo. No Brasil, são 56. Juntas, elas oferecem o equivalente a R$ 52,773 milhões em crédito. Cobram juros semelhantes aos do mercado. Dependendo do financiamento, as taxas variam entre 2,5% e 6% ao mês.

Mas o que difere as SCMs dos bancos é principalmente a agilidade do processo de concessão de crédito. Nessas financeiras, os empreendedores conseguem a liberação do crédito na hora. E aqueles que costumam ser barrados nos bancos – seja por estarem na informalidade ou por terem o nome sujo na praça – ganham uma chance de captar recursos para alavancar o desenvolvimento do seu negócio.

“Como o dinheiro que emprestamos vem de fundos de fomento e bancos públicos, como o BNDES, conseguimos dar crédito a juros competitivos e ainda somos capazes de assumir os riscos de inadimplência que as pequenas empresas oferecem”, disse Jacy Nogueira Filho, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM).

O empresário Otaviano de Carvalho, de 48 anos, já recorreu a uma sociedade de crédito quando precisou de dinheiro. Há cinco anos, quando a sua confecção La Tigresse ainda não tinha empresa constituída, ficava difícil convencer os bancos a emprestarem o capital de giro de que ele precisava. “No meu ramo, você tem de financiar toda a produção para, só depois, receber algum dinheiro com as vendas”, conta Carvalho. “Por isso, sem capital de giro a empresa morre.”

Ele afirma que os empréstimos feitos quando o negócio ainda engatinhava ajudaram a La Tigresse a decolar. Hoje, a confecção é uma empresa formal – e de sucesso. “Tenho clientes como Daslu e M.Officer”, orgulha-se Carvalho. “E possuo relacionamento com mais de oito bancos.”

Ricardo George Assaf, dono da RPW (uma sociedade de crédito paulistana), foi quem emprestou dinheiro à empresa de Carvalho no passado. Ele observa que, assim como a La Tigresse, a maior parte de seus clientes cresce e, aí sim, passa a ser atendida pelos bancos. “Mas com a nova medida do Banco Central, mesmo as empresas que tiverem um faturamento mais alto – de até R$ 2,4 milhões – vão poder continuar a contar com o crédito fácil e rápido que ofertamos”, afirma Assaf.

ONDE ENCONTRAR

Casa do Crédito – Telefone:(11) 3714-5493
www.casadocredito.com.br

Finacred – (11) 3051-4121
www.finacred.com.br

RPW – (11) 3284 9816
www.rpwcapital.com.br

Shopcred – (11) 6971-6010
www.santana-shopcred.com.br

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