Microcrédito consciente Banco Pérola firma parceria com a Caixa Econômica e oferece mais chances aos jovens empreendedores

A cabeleireira Alessandra Silva Carvalho Ribeiro, 35 anos, fez empréstimo para ampliar o seu salão e comprou equipamentos: investimento atraiu centenas de clientes e aumentou lucro A cabeleireira Alessandra Silva Carvalho Ribeiro, 35 anos, fez empréstimo para ampliar o seu salão e comprou equipamentos: investimento atraiu centenas de clientes e aumentou lucro

O sonho em ampliar o salão de beleza e poder atender a clientela com mais conforto fizeram com que a cabeleireira Alessandra Silva Carvalho Ribeiro, 35 anos, tentasse um empréstimo no Banco Pérola.

Com os R$ 2.500 conseguidos, alugou mais uma sala, decorou o local e comprou equipamentos modernos. O investimento fez com que o número de atendimentos e seu lucro crescessem 100%. “Se não fosse o microcrédito não conseguiria expandir meus desejos”, afirma. “Fui em diversos bancos, mas a instituição [Banco Pérola] oferece mais facilidades e não é burocrática.”

Após o microcrédito ser aprovado, um agente bancário acompanhou o andamento dos negócios para orientar como o lucro de Alessandra deveria ser utilizado.

A empreendedora abriu o salão há cinco anos. “Minha próxima meta é fazer outro empréstimo para construir o meu próprio salão e não precisar mais pagar aluguel”, conta a proprietária do La Belíssima, localizado no Parque Vitória Régia, zona norte de Sorocaba.

Sobre o microcrédito /Agora, os jovens empreendedores terão mais facilidades para adquirir crédito e abrir a micro ou pequena empresa formal ou informal. Nesta terça-feira (02), foi assinado pela Caixa Econômica Federal e o Banco Pérola o convênio de parceira com o Correspondente Caixa Aqui e Agente de Microcrédito. Ainda não há valor estipulado para empréstimos, pois dependerá da demanda de interessados.

Durante a solenidade, o prefeito Vitor Lippi anunciou que haverá parceria entre a prefeitura e o Banco Pérola. “A ação educativa será uma assessoria de como fortalecer o empreendedorismo. Uma equipe do banco orientará os alunos do ensino médio. O edital deve sair em 90 dias e o recurso será de R$ 12 mil ao mês”, explica.

A presidente da instituição, Alessandra França, relata que durante a análise do microcrédito é explicado ao interessado que se ele não pagar as parcelas, outra pessoa na mesma situação não será beneficiada. “O trabalho é social e não financeiro e de confiança e credibilidade”, diz. “Atendemos jovens que são excluídos do sistema de crédito produtivo.”

O crédito consciente é reflexo na taxa de inadimplência do banco, de apenas 2% ao ano. Para saber mais como se tornar um empreendedor acesse www.bancoperola.org.br

Banco Pérola
Oitenta e dois jovens receberam crédito. O alvo é beneficiar 300 pessoas.

500 mil
é a meta para atingir receita anual do banco

Faixa etária
18 e 35 anos.

Microcrédito
Cerca de R$ 1.500.

Empréstimo
Parcelas de 7 a 10 vezes.

Taxa de juros
Até 4%.

Fonte: http://redebomdia.com.br/noticias/dia-a-dia/62617/banco+perola+firma+parceria+com+a+caixa+economica+e+oferece+mais+chances+aos+jovens+empreendedores

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CrediBahia atinge marca de R$ 100 milhões em aprovações

A Assessoria de Imprensa do Desenbahia, responsável pelo programa de microcrédito na Bahia, repassou ao blog a seguinte notícia

Assunto: Informe Programa Microcrédito estadual

CrediBahia atinge marca de R$ 100 milhões em aprovações

O Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (CrediBahia) alcançou, em dezembro de 2010, a marca histórica de R$ 100 milhões de aprovações, em oito anos de existência, dos quais R$ 25,6 milhões no primeiro quatriênio e R$ 74,6 milhões nestes últimos quatro anos. No total, já foram realizados 70.267 contratos com microempresários e trabalhadores autônomos. Somente em 2010, o programa estadual financiou R$ 26 milhões, com média por empréstimo de R$ 1.500,00. A meta em 2011 é aplicar mais R$ 28 milhões, garantindo a expansão dos micros negócios no interior da Bahia.

O presidente da Desenbahia, o economista Luiz Alberto Petitinga, informou que a metodologia e os sistemas operacionais utilizados pelo CrediBahia servirão de referência para fortalecimento de linha de crédito semelhante no Rio de Janeiro. A Agência de Fomento Investe Rio implantará, em 2011, postos de microcrédito nas favelas liberadas pela operação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). “Um convênio de cooperação com a Desenbahia prevê a transferência de tecnologia, com a cessão gratuita de ferramentas e sistemas de controle de operações, além das documentações e todo o treinamento necessário”, explicou.

IMPACTO DO CREDIBAHIA
Os agentes do CrediBahia, presentes em 180 municípios baianos, orientam e acompanham diretamente as atividades produtivas e estimulam o empreendedorismo no estado. Os trabalhadores que mais demandam crédito são vendedores autônomos, feirantes e costureiras, com o objetivo de garantir, principalmente, estoque de produtos. O programa financia também investimentos fixos para aquisição de equipamentos e máquinas ou reforma e ampliação de instalações físicas.

Segundo Luiz Alberto Petitinga, o CrediBahia manteve, em oito anos de existência, sua missão de conceder crédito ágil e adequado, a juros reduzidos, para impulsionar o crescimento e a consolidação de pequenos empreendimentos nos municípios baianos. “O microcrédito também tem grande impacto sobre a qualidade de vida dos empreendedores. O acesso ao crédito permite o aumento da renda e influencia o padrão de gastos das famílias. De fato, o microcrédito é um instrumento comprovado de desenvolvimento econômico e social.”

Ao longo dos oito anos de vida do programa, Teixeira de Freitas liderou o ranking com aprovação de R$ 5,6 milhões. Em seguida, vem Barreiras (R$ 3,5 milhões), Correntina (R$ 3,2 milhões) e Feira de Santana (R$ 1,9 milhão). Também se destacaram Barra do Choça, Paulo Afonso, Jequié, Camaçari e Luiz Eduardo Magalhães. O CrediBahia é administrado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), financiado pela Desenbahia, apoiado pelo Sebrae/Bahia, e conveniado com as Prefeituras Municipais.

MICROCRÉDITO CRESCE
Para aumentar a oferta de crédito, a Desenbahia também destina recursos para sete instituições operadoras de microcrédito. Com mais capital, essas instituições não governamentais parceiras ganham força para ampliar suas atividades e garantir expansão do microcrédito na Bahia. O desafio é grande porque a Bahia tem somente 270 municípios com agências bancárias e cerca de 1,8 milhão de empreendedores individuais.

Petitinga prevê crescimento considerável das microfinanças no estado. Em dezembro, com apoio do Banco Central, Sebrae e Desenbahia, foi criada a Associação Baiana das Organizações de Microfinanças e Microcrédito (ABOMCRED), que reúne cinco cooperativas comunitárias de crédito e seis organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), já presentes em 67 municípios e responsáveis pela aplicação de R$ 29 milhões somente em 2010, através de 14.180 contratos.

“A curto prazo, a Abomcred vai representar um avanço nas microfinanças no estado, pois permite uma ação em rede entre as operadoras de microcrédito, criando ambiente de inovações, aperfeiçoamentos e melhor interlocução com a esfera governamental”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Imprensa Desenbahia
www.desenbahia.ba.gov.br

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AFAL divulga resultado de organizações contempladas com microcrédito

As organizações selecionadas vão receber recursos provenientes do FECOEP

AFAL divulga resultado de organizações contempladas com  microcrédito

Diretor da Afal destaca a importância da ação para fortalecer a economia alagoana – Foto: Ascom AFAL

A Agência de Fomento de Alagoas (AFAL) concluiu a seleção das instituições que participaram da chamada pública para receber apoio financeiro proveniente do Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza (FECOEP), na ordem de R$ 7 mi, destinados ao financiamento de pequenos e microempresários. As propostas foram selecionadas por meio de Edital, lançado no dia 14 de junho pela AFAL. Das 10 instituições que enviaram propostas 6 foram selecionadas.

A Coordenadora de Microfinanças da AFAL, Catalina Velásques explicou que as propostas passaram por uma rigorosa análise técnica e jurídica com relação à parte documental e de atuação de cada instituição. “Os trabalhos, para a seleção das instituições, foram realizados por uma comissão formada pela Afal e consultores especialistas em finanças”, disse a coordenadora.

As instituições selecionadas para receberem os recursos foram três Oscips – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Social das Cooperativas: Banco Cidadão, Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (ANDE) e Fundo para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (FUNDAF); e três cooperativas de crédito: Cooperativa de Crédito Rural do Sertão Alagoano (Cocreal), Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Alagoano (Cooperagre) e Cooperativa de Crédito Rural do Agreste Central Alagoano (Coopcral).

O próximo passo será a assinatura do convênio, no dia 27 de agosto, entre a Afal e a instituições selecionadas.  Todas as instituições estão reguladas pelo Banco Central. As instituições, na modalidade cooperativa de crédito, que não estão registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) têm prazo de 90 dias, após a assinatura do contrato, para que apresentem o registro sob pena de rescisão de contrato e devolução dos valores já repassados.

O diretor de Desenvolvimento e Projetos da AFAL, Fábio Leão, reforçou que apesar do edital ter sido divulgado antes da enchente do dia 18 de junho, “a orientação da Agência é para que, as instituições contempladas trabalhem prioritariamente com os micro empreendedores que precisam reerguer seus negócios, a partir de uma linha compatível com suas necessidades, e sem a exigência dos bancos convencionais”.

Com os recursos liberados, as instituições que operam com microcrédito passam a ser parceiras da Afal e os recursos serão destinados para a formação de funding, ou seja, para a capitalização das instituições e também para o desenvolvimento institucional (PDI), que visa fomentar o setor administrativo das instituições de microcrédito. O programa tem como principal vantagem para as Instituições de Microfinanças (IMFs) juros mais baixos dos que os oferecidos pelo mercado – em torno de 0,5% – para investir e adquirir capital de giro

“Com a formalização dos contratos nossa meta é a ampliação da economia alagoana, possibilitando a partir do apoio a instituições de microcrédito, a geração de maior circulação de dinheiro, uma vez que essas instituições são representantes da Afal junto a empreendedores espalhados em todo o Estado”, ressaltou Fábio Leão.

Segundo Fábio, a meta da Afal é que, a partir deste empréstimo, o microempreendedor, seja ele o marceneiro do bairro, ou o vendedor de churrasquinho e de caldo de cana, possa crescer e construir um Plano de Negócios, e, no caso dos informais, tornar-se um microempreendedor individual com maiores vantagens e condições de evolução.

Os recursos a serem aplicados nas instituições selecionadas são originários do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP), aprovado pelo Conselho Consultivo do Fecoep e inserido na Lei do Orçamento anual de 2010 do Estado de Alagoas. As instituições selecionadas, bem como os valores a serem repassados para cada proposta, serão divulgados esta semana no Diário Oficial do Estado, e também estará disponível no site da Afal. (www.afal.com.br)

Fonte: http://blog.planejamento.al.gov.br/?p=395

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Cresce a carteira de microcrédito da Credimais em Cuiabá

Cuiabanco-Credimais fomenta trabalho e renda em Cuiabá
13/07/2010 – 16h20

Da Redação

A Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Econômico-SMTDE, através da Diretoria de Geração Emprego e Renda, tem desenvolvido esforços para proporcionar melhores condições de vida à população. Um desses trabalhos é o programa de microcrédito produtivo popular, desenvolvido em parceria com o Cuiabanco-Credimais.

De acordo com o diretor, Alfredo de Araújo Granja Filho, “O Banco do Povo liberou mais de R% 3 milhões em Cuiabá, entre microcrédito e troca de cheques até dezembro de 2009. Até o final de julho, quando fecha o semestre, a expectativa é que o total dos financiamentos atinja a casa dos R$5 milhões”, disse Granja.

Segundo o secretário da SMTDE, Elismar Bezerra, a finalidade do Cuiabanco-Credimais é fomentar a geração de trabalho e renda, dar melhores condições de trabalho aos micros e pequenos empreendedores, integrantes da economia formal e informal ou de micro e pequenas empresas familiares. “As facilidades de crédito têm o objetivo de permitir que o micro e pequeno empreendedor desenvolva atividades econômicas nas áreas industrial, comercial e de serviços. ´É assim que a administração municipal de Cuiabá consegue reduzir o desemprego e melhorar o nível de qualificação em vários campos de trabalho em Cuiabá”, pontuou.

Conforme o gerente do Cuiabanco-Credimais, Phablo Barros, nada menos que 1.744 pessoas foram beneficiadas de forma direta ou indiretamente até dezembro do ano passado. “O programa de microcrédito produtivo é orientado desde a sua retomada em 2008, numa parceria entre a Prefeitura de Cuiabá, o Banco do Povo e a Credimais, que desenvolvem um trabalho, cuja linha de ação não se restringe apenas em liberar os financiamentos, mas também em fornecer orientação ao empreendedor, para que invista seu dinheiro com planejamento”, explicou.

Fonte: http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=338096

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Mulheres de Negócios: Guarulhos inicia programa de microcrédito

24 de junho de 2010 • 22h06 • atualizado às 22h15.

Aparício Reis
Ministra Nilcéia Freire veio de Brasília para assinar o acordo
Prefeitura lança microcrédito especial para apoiar mulheres
Cristiane Peixoto
Da Redação

A prefeitura de Guarulhos lançou na tarde de hoje o Programa Mulheres de Negócios (ProMuNe), que vai oferecer uma linha de microcrédito especial para apoiar mulheres interessadas na criação e no desenvolvimento de seus própios negócios. No evento realizado no Auditório do Paço Municipal, no Bom Clima, o acordo de cooperação técnica foi assinado entre a prefeitura, a Caixa Econômica Federal e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. “O programa é dirigido à mulher empreendedora e nele ela terá antes do microcrédito um curso de capacitação. Elas aprenderão sobre educação financeira e gestão de negócios”, explica Hedi Maselli, responsável pela Coordenadoria da Mulher da prefeitura de Guarulhos. A coordenadora comentou sobre a importância do projeto. “Propiciar a independência financeira da mulher ajuda a acabar com a violência contra elas, pois terão mais autonomia dentro de casa”, disse. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, falou sobre a existência de coordenadorias para mulheres em todo o País, sobre a pesquisa de orçamento familiar do IBGE e sobre seu cargo em Brasília. Ela elogiou o projeto de crédito e capacitação que será o primeiro no Brasil. “Guarulhos vai ser o espelho. O que der certo aqui, será levado para todo o País.” A vereadora Eneide Lima (PT), criadora da lei do microcrédito na cidade, disse que Guarulhos será uma referência nacional no incentivo às mulheres. A deputada federal Janete Pietá e o consultor da Presidência da Caixa Econômica Federal, Vicente Trevas, também comentaram sobre a assinatura do acordo e a relevância do projeto para o empreendorismo das mulheres da cidade. “O que estamos fazendo é dar oportunidade para que as portas se abram cada vez mais para as famílias”, disse o prefeito Sebastião Almeida. As mulheres interessadas em obter o microcrédito devem fazer a inscrição em uma das Casas da Mulher Clara Maria e participar do curso de capacitação.

SERVIÇO Casa da Mulher Clara Maria 1 (R. Francisco Antonio de Miranda, 65, no Centro – Telefone: 2468-3569 ou 2472-6926); Casa da Mulher Clara Maria 2 (R. Alberto de Mello Seabra, 292, no Jardim Angélica – Telefone: 2480-1060); Casa da Mulher Clara Maria 3 (R. Agostinho dos Santos, 2, no Conjunto Habitacional Haroldo Veloso – Telefone: 2467-6445

Fonte: http://www.diariodeguarulhos.com.br/beta10/f?p=181:4:1021411737381709::NO:4:P4_ID,P4_PALAVRAS:19230,Prefeitura%20lan%C3%A7a%20microcr%C3%A9dito%20especial%20para%20apoiar%20mulheres

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Microcrédito é razão de parceria entre o BNB e o HSBC

A matéria abaixo é do jornal Valor Econômico, do dia 24 de maio. Foi-me enviada por e-mail pelo Jonatas Luis dos Santos, com quem trabalhei no Ministério do Trabalho, durante o tempo em que estivemos na Equipe do PNMPO.

Trata-se de notícia relevante, porque informa sobre uma nova parceria firmada entre o Banco do Nordeste e o HSBC. Infelizmente, os termos do acordo ou o modelo de negócio estabelecido não é descrito no texto, mas podemos supor que se trate de um acordo de compra pelo BNB de créditos de exigibilidade do HSBC.

Crediamigo une juro e risco baixos

Adriana Cotias, de São Paulo

Com mais de 570 mil clientes ativos e uma carteira de crédito de R$ 510 milhões, o Crediamigo, do Banco do Nordeste (BNB), firmou-se como o maior programa de microcrédito brasileiro e segundo da América Latina. Graças a uma capilaridade de 2,5 mil agentes de crédito, ligados ao Instituto Nordeste Cidadania – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) -, a instituição consegue reduzir o risco da sua operação. No fim de abril, a inadimplência era de 1,22%, abaixo até da média do consignado, garantido pelo desconto em folha de pagamento. Em dezembro de 2008, em plena crise de crédito, os atrasos da carteira do Crediamigo equivaliam a 1,13% do saldo.

Conforme explica o gerente de ambiente do BNB, Marcelo Azevedo Teixeira, tal eficiência é possível pela metodologia de concessão, facilitada pela presença em campo dos agentes de crédito. Eles cumprem o papel de entender as necessidades de cada localidade e incentivam a formação de grupos de microempreendedores. Compostos por três a 30 pessoas, esses grupos não só recebem os recursos conjuntamente, como também dão aval solidário à operação. “Há um atendimento personalizado, os agentes são remunerados por resultado. Enquanto no grupo solidário há uma seleção social importante, as pessoas têm que confiar umas nas outras, há uma cobrança mútua. Quando um não tem o dinheiro para pagar, o outro cobre.”

Com a inadimplência baixa, os juros oscilam de 0,99% a 3% ao mês. O “funding” vem do repasse de 2% dos recursos captados em depósitos à vista por instituições que não operam o microcrédito. O custo equalizado é de 4,5% ao ano, bem abaixo do CDI. “O Crediamigo é uma operação de mercado sustentável, que dá retorno para o banco”, diz

A obrigatoriedade de destinação de 2% dos depósitos à vista para o microcrédito foi instituída em 2003, mas pelos últimos dados do BC ainda há uma sobra de R$ 1,3 bilhão em recursos, que são recolhidos pela autoridade monetária sem nenhuma remuneração.

O HSBC é um dos novos participantes desse segmento e fechou com o BNB a sua primeira operação de microcrédito em fevereiro. O orçamento prevê destinar R$ 820 milhões a iniciativas de microfinanças, segundo Mayu Ávila, diretora de sustentabilidade corporativa do banco inglês. “Desde 2005, temos operações na Índia, nas Filipinas, no México e na Rússia. No Brasil a ideia é trabalhar no crédito rural.”

No BNB, o Agroamigo replica, há cinco anos, a experiência do Crediamigo no agronegócio. Apoiado pelo Pronaf, conta com a assessoria de 600 técnicos agrícolas e já desembolsou R$ 1,2 bilhão em 930 mil contratos de empréstimos. Para 2010, estão previstos mais R$ 800 milhões, segundo o superintendente da área de agricultura familiar e microfinanças rural, Luís Sérgio Farias Machado.

Fonte: Valor Econômico

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